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24/05/2010 - 10h53 / Atualizada 24/05/2010 - 14h53

Marina diz que PV evitou extrapolar em festa de Gabeira

SÃO PAULO (Reuters) - A pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, afirmou nesta segunda-feira que a exclusão de seu nome de faixas no lançamento do deputado Fernando Gabeira (PV) ao governo do Rio de Janeiro teve como objetivo não ferir a legislação eleitoral.

"Foi uma orientação de quem está entendendo da legislação e não quer extrapolar como estão extrapolando por aí a torto e a direito", disse Marina, em entrevista à rádio CBN, referindo-se às campanhas de seus adversários José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT).

Ela afirmou que, com base em uma notificação recente recebida por sua candidatura, por evento no Rio Grande do Norte, "a campanha do Gabeira orientou para que colocasse o ocultamento do (meu) nome. Não tem nada a ver com política".

No lançamento da pré-candidatura de Gabeira ocorrido no domingo, o nome de Marina foi coberto nas faixas.

O corre que, enquanto a campanha da senadora tem o apoio exclusivo do PV até agora, Gabeira leva as adesões não apenas dos verdes, mas também do PSDB, DEM e PPS, as três siglas que dão suporte à candidatura de Serra à Presidência da República.

Para Marina, que não esteve no lançamento da candidatura do colega, "não tem nada a ver" o apoio de Serra ao deputado.

"Gabeira tem dito que está com o nosso projeto nacional. Obviamente que ele está numa coligação que está sendo construída de uma forma muito delicada e o governador Serra está apoiando, o que é muito bom."

IRÃ

Em relação à tentativa de acordo do Brasil e Turquia com o Irã em torno da questão atômica, Marina recomendou cautela. "O Brasil ainda tem que ficar em compasso de espera e não celebrar antes do tempo, mantendo a pressão sobre o Irã", disse. Ela mencionou ainda que a política externa brasileira deve levar em conta o princípio dos direitos humanos. "O Irã desrespeita os direitos humanos", disse ela.

APOSENTADOS

Quanto ao reajuste dos benefícios dos aposentados que recebem mais de um salário mínimo em 7,7 por cento aprovado pelo Congresso, frente aos 6,14 por cento propostos pelo governo, Marina se disse favorável.

Mas afirmou que, se estivesse na Presidência, vetaria o fim do fator previdenciário, cálculo usado para reduzir o valor dos benefícios de quem se aposenta mais cedo.

"É justo recuperar o poder aquisitivo dos aposentados e isso eleva a déficit na Previdência", afirmou, defendendo a realização de uma reforma previdenciária.

Sobre o debate em torno da distribuição dos royalties do petróleo, ela afirmou que o mecanismo não deve ficar apenas com os Estados produtores. "Os produtores devem ser valorizados, mas riquezas devem ser compartilhadas por todo o país."

PLANO REAL

Marina contou que votou contra o Plano Real no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), assim como contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, o que hoje considera um erro.

"A Lei de Responsabilidade Fiscal votei contra seguindo orientação do PT, mas hoje reconheço que foi (medida) acertada", disse. "Eu digo que foi um erro não termos avaliado que havia um ganho com o Plano Real", disse.

(Reportagem de Carmen Munari)

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