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24/05/2010 - 16h46 / Atualizada 24/05/2010 - 16h46

Polícia patrulha capital da Jamaica após ataques a delegacias

Por Horace Helps

KINGSTON (Reuters) - Policiais fortemente armados patrulhavam a capital da Jamaica nesta segunda-feira depois que ao menos três pessoas morreram em uma onda de violência supostamente provocada por defensores de um traficante cuja extradição foi pedida pelos Estados Unidos.

O governo declarou estado de emergência em distritos da capital Kingston e de St. Andrew no domingo, enquanto o primeiro-ministro Bruce Golding prometeu "ação forte e decisiva" para restabelecer a ordem.

"Precisamos confrontar esse elemento criminoso com determinação e resolução absoluta", disse Golding.

O estado de emergência na Jamaica, popular destino turístico no Caribe, abrangeu os distritos da capital onde homens armados atiraram contra ou incendiaram cinco delegacias no domingo.

Autoridades da força de segurança afirmaram que ao menos dois policiais e um civil morreram e outros sete policiais ficaram feridos nos ataques, que também foram seguidos por notícias esporádicas de saques e roubo de carros.

Suspeita-se que os agressores sejam defensores de Christopher "Dudus" Coke. O governo exige que ele se renda para enfrentar uma solicitação judicial norte-americana que pede sua extradição sob a acusação de tráfico de cocaína e contrabando de armas.

Promotores norte-americanos descrevem Coke como o líder da gangue "Shower Posse", que assassinou centenas de pessoas a tiros durante o período da "guerra da cocaína" nos anos 1980.

A polícia fortemente armada patrulhava as ruas nesta segunda-feira nas redondezas da área de Tivoli Gardens, em West Kingston, onde se acredita que Coke esteja escondido, ostentando fuzis automáticos de dentro dos veículos.

As ruas em geral movimentadas estavam na maioria desertas, em meio ao feriado nacional do Dia do Trabalho e enquanto motoristas e pedestres evitavam os locais de problema.

O Departamento de Estado norte-americano havia emitido um aviso de alerta de viagens sobre a violência em Kingston antes do fim de semana, quando as tensões aumentaram depois que Golding anunciou que dera início aos procedimentos para extraditar Coke.

Em um discurso à nação no domingo, Golding disse que o estado de emergência permaneceria em vigor por um mês e demonstraria que a Jamaica é "uma terra de paz, ordem e segurança", onde a violência ligada às gangues não seria tolerada.

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