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25/05/2010 - 15h33 / Atualizada 25/05/2010 - 16h26

Buscas por caixa-preta de voo AF447 são suspensas

PARIS (Reuters) - As equipes que buscam pelas caixas-pretas do avião da Air France que caiu no oceano Atlântico no ano passado suspenderam as operações nesta terça-feira, após não conseguirem encontrar os dispositivos, informaram autoridades.

A suspensão das buscas reforça a enorme dificuldade de encontrar as caixas-pretas no vasto e acidentado solo marítimo. As autoridades negaram informações veiculadas pela imprensa de que haveria divergências entre a Marinha francesa e o BEA, órgão francês responsável pela investigação de acidentes aéreos.

"A terceira fase terminará nesta noite, e até agora não as encontramos", disse um porta-voz da Marinha francesa.

O voo 447, da Air France, que ia do Rio de Janeiro a Paris, caiu no oceano durante uma tempestade em 31 de maio do ano passado, matando 228 pessoas. Desde então foram feitas operações de busca na tentativa de encontrar pistas das causas do acidente.

O próprio BEA disse que, no momento, não divulgará um relatório. O órgão também se recusou a comentar reportagem do jornal Le Figaro de que teve divergências com a Marinha em torno de aspectos das buscas.

O porta-voz da Marinha francesa negou que houve algum conflito com o BEA sobre as buscas.

"Não há conflito com o BEA", disse. "Ainda estamos fazemos descobertas e, conforme nos movemos, consultamos o BEA para saber se estão interessadas nelas."

"Não somos responsáveis por liderar as buscas."

Autoridades anunciaram no início deste mês que encontraram o que poderiam ser as primeiras pistas da localização das caixas-pretas, mas alertaram que não havia garantias de que elas seriam recuperadas.

As especulações em torno das causas do acidente têm se concentrado na possibilidade de congelamento dos sensores de velocidade da aeronave, que aparentemente informaram leituras inconsistentes segundos antes do desaparecimento do avião.

As caixas-pretas são desenvolvidas para emitirem sinais sobre sua localização durante cerca de 30 dias. Duas sofisticadas embarcações de salvamento foram utilizadas para vasculhar uma área de 3 mil quilômetros quadrados para tentar encontrar os gravadores do Airbus A330.

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