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25/05/2010 - 13h09 / Atualizada 25/05/2010 - 13h09

Dilma prega desoneração de investimento e da folha de salários

BRASÍLIA (Reuters) - A uma plateia composta por alguns dos maiores empresários do país, a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, afirmou nesta terça-feira que diminuir a relação da dívida sobre o Produto Interno Bruto será um dos objetivos centrais de sua gestão, se vier a ganhar as eleições deste ano.

Ela renovou sua defesa de uma reforma tributária, classificando a iniciativa como "a reforma das reformas", alegando que a estrutura atual de impostos é "caótica". A ex-ministra da casa Civil pregou a necessidade de uma política de desoneração de setores-chave da economia, com olho no investimento e no setor exportador.

"A relação dívida/PIB é uma questão focal porque nos permitirá taxas de juros convergentes com aquelas praticadas no mercado internacional", afirmou a petista, a primeira a ser sabatinada pelos empresários no evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que reúne também José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).

Pela primeira vez, foi mais explícita na defesa da desoneração sobre a folha de salários. "Num determinado momento, o Tesouro Nacional vai ter de arcar com a diferença para não quebrar Previdência", afirmou.

A proposta está parada há tempos no Ministério da Fazenda exatamente pela dificuldade apontada pela pré-candidata.

A petista fez uma longa defesa da segurança jurídica para alavancar investimentos no país. Sem dirigir seu discurso, afirmou que é preciso respeitar contratos.

"A revisão de contratos criaria uma turbulência generalizada", disse. "Respeitamos todos os contratos, sem nenhuma exceção (quando assumimos o governo)."

Com a declaração, Dilma tenta marcar uma eventual diferença em relação a seu principal rival, José Serra. No passado, ele aproveitou o período de renegociação de contratos e revisou alguns deles. Nas duas ocasiões, paulistano e governador do Estado de São Paulo. Explicou, na ocasião, a necessidade de aumentar a eficiência do Estado.

Sobre política monetária, reconheceu que a taxa de juros "é alta ainda, sem dúvida, mas demonstra redução sustentada".

Ao setor exportador, prometeu incidência tributária menor, financiamento às vendas externas e infra-estrutura portuária para assegurar competitividade.

A ex-minsitra fez, ao final de sua participação, um balanço positivo da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se encerra em dezembro. "Nós rompemos com anos e anos de estagnação, desemprego e desigualdade no Brasil."

(Reportagem de Natuza Nery e Maria Carolina Marcello)

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