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25/05/2010 - 14h06 / Atualizada 25/05/2010 - 20h29

Jobim garante que aeroportos não preocupam para Copa de 2014

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O sistema aeroportuário do Brasil não enfrentará problemas durante a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, garantiu nesta terça-feira o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

"Nossa preocupação não é com a Copa do Mundo ou com a Olimpíada. A preocupação maior é com o aumento significativo da aviação civil no Brasil", disse Jobim, após participar da abertura da Cúpula União Europeia-América Latina de Aviação Civil, no Rio de Janeiro.

"Temos profecias catastrofistas, que são as que interessam a quem gosta de profecias. Ninguém se junta para ouvir profecias sobre o bem", ironizou o ministro, ao ser questionado se os aeroportos poderiam significar um entrave ao sucesso dos dois eventos no Brasil.

Jobim saiu em defesa dos terminais desmontáveis temporários, que podem ser usados em alguns principais aeroportos do país até que as obras estruturantes não sejam feitas. Segundo ele, em Florianópolis, já há uma estrutura modular em uso.

A Infraero vai investir 5,4 bilhões de reais até 2014 para preparar o país para a Copa do Mundo, informou o diretor da Infraero, Jaime Parreira, nesta terça.

Desse total, a Infraero pretende usar 115 milhões de reais na construção de 16 módulos operacionais provisórios, que têm como objetivo aumentar rapidamente a capacidade dos terminais de passageiros.

"Esses módulos têm vida útil de 10 a 15 anos e poderão ser desmontados e transferidos para outros aeroportos", disse Parreira a jornalistas, acrescentando que a Infraero vai bancar 61 por cento dos investimentos enquanto a União vai arcar com os outros 39 por cento.

Segundo a Infraero, o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, vai receber três módulos provisórios, além de investimentos permanentes.

"BARREIRAS LEGAIS"

O ministro ponderou que os projetos de modernização e expansão dos terminais brasileiros ainda dependem da eliminação de barreiras legais e orçamentárias.

"Estamos com todos os projetos em andamento. As dificuldades existentes dizem respeito a certos limites e barreira da lei de licitações. Toda previsão da aviação civil está sob controle e não há com que se preocupar", disse Jobim.

"Copa do Mundo representa dois meses dentro de 12 meses e vai representar 2,3 por cento em cima de um crescimento de 10 por cento", acrescentou.

Brasil e União Europeia assinaram um acordo nesta terça-feira, que reconhece as empresas aéreas dos países membros da aliança continental como europeias e não mais como do país de origem.

O acordo prevê que as companhias poderão ampliar suas ofertas de voo para e a partir do Brasil.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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