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25/05/2010 - 15h02 / Atualizada 25/05/2010 - 15h02

Premiê da Etiópia pede reconhecimento internacional de eleição

Por Barry Malone e David Clarke

ADIS ABEBA (Reuters) - O primeiro-ministro etíope, Meles Zenawi, pediu na terça-feira que os países estrangeiros respeitem a vitória eleitoral esmagadora obtida por ele e disse que consultaria a oposição em decisões sobre temas nacionais.

O conselho eleitoral do país afirmou que a Frente Revolucionária Democrática do Povo Etíope (EPRDF), do governo, e os partidos aliados ganharam 534 assentos dos 536 declarados, dando a Meles praticamente todas as cadeiras do Parlamento de 547 integrantes.

"Mesmo que vocês não tenham assentos no Parlamento, prometemos consultá-los em questões de preocupação nacional. Consideramos vocês uma parte importante desse renascimento", disse Meles, dirigindo-se a líderes da oposição no comício da vitória em Adis Abeba.

Meles disse a dezenas de milhares de simpatizantes que as forças estrangeiras não podiam subverter o resultado da eleição deste país do Chifre da África, aliado-chave de Washington, e advertiu contra qualquer violência pós-eleitoral.

Uma missão de observadores da União Europeia, entretanto, disse que a eleição foi desfigurada pelo uso de recursos estatais na campanha da EPRDF, colocando a oposição em desvantagem antes da votação, mas que isso não significava que o pleito em si fosse inválido.

"Todos estavam iguais, mas alguns eram mais iguais que outros", disse o observador chefe Thijs Berman numa entrevista coletiva, dizendo que a eleição ficou aquém de certos padrões internacionais.

"A missão de observação da União Europeia considera que o campo para a eleição de 2010 não estava suficientemente equilibrado, tendendo em favor do partido do governo em muitas áreas."

Diplomatas ocidentais observam atentamente para ver qual será a reação da oposição, depois de muitos de seus principais líderes perderem suas cadeiras na vitória parlamentar de Meles, que quer que investidores estrangeiros ajudem a acelerar o desenvolvimento do país.

Analistas comentaram anteriormente que, se a UE dissesse que a eleição tivesse sido fraudada, isso poderia fortalecer a oposição para contestar o resultado e sair às ruas em protesto, como fizeram em 2005.

Na última eleição, uma coalizão de oposição protestou depois que a EPRDF e seus aliados ganharam 327 assentos. Foram registrados distúrbios na capital em duas ocasiões diferentes. As forças de segurança mataram no total 193 manifestantes e sete policiais morreram.

Dezenas de milhares de simpatizantes do partido governista aglomeravam-se numa praça da capital da Etiópia para comemorar a vitória eleitoral e rejeitar acusações da oposição e de grupos de direitos humanos de voto de cabresto.

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