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26/05/2010 - 22h09 / Atualizada 26/05/2010 - 22h09

BP diz que operação para conter vazamento avança como planejado

Por Chris Baltimore e Tom Bergin

HOUSTON (Reuters) - A British Petroleum informou que uma ambiciosa operação para sufocar o vazamento de petróleo em um poço no fundo do golfo do México estava ocorrendo conforme o planejado nesta quarta-feira, mas o presidente Barack Obama alertou os norte-americanos de que não há garantias de que irá funcionar.

A empresa está sob intensa pressão de Obama para resolver rapidamente o vazamento, iniciado há cinco semanas, quando uma plataforma de perfuração explodiu e afundou, deixando 11 mortos. Robôs submarinos estão envolvidos na tarefa de injetar fluidos pesados e posteriormente cimentar a boca do poço, 1.600 metros abaixo da superfície.

O diretor-executivo da empresa, Tony Hayward, e o secretário de Energia dos EUA, Steven Chu, monitoravam juntos a operação em Houston.

"A operação está ocorrendo como nós a planejamos", disse Hayward a jornalistas quatro horas depois de iniciada a estratégia no Golfo do México. "Serão necessárias outras 24 horas para saber se foi bem sucedida", acrescentou.

O executivo colocou as chances de sucesso entre 60 e 70 por cento. Mas a manobra, um procedimento comum na superfície, nunca foi tentada em tamanha profundidade, e os especialistas da indústria disseram que a probabilidade de dar certo era menor que 50 por cento.

Obama disse que se a operação funcionar, irá reduzir drasticamente ou mesmo eliminar o vazamento de centenas de milhões de litros de petróleo por dia. Se fracassar, afirmou ele, "haverá outras abordagens que podem ser viáveis."

A abordagem seguinte, de acordo com a BP, seria instalar dentro de três ou quatro dias um dispositivo de contenção sobre o "blowout preventer" (válvula de segurança), uma estrutura que deveria ter impedido a explosão da plataforma.

Hayward disse que a BP ainda vai levar um ou dois dias para determinar se a "sufocação" atual está dando certo. Em nota, a BP disse que a manobra começou às 13h (15h em Brasília).

O vazamento de óleo pode se tornar o pior da história dos Estados Unidos, ameaçando ecossistemas delicados na costa sul do país, além de causar enormes prejuízos para a pesca e o turismo. O material já chegou a mais de mais de 100 quilômetros de litoral da Louisiana.

A Guarda Costeira norte-americana aprovou a operação "top kill" depois de cientistas do governo terem considerado que era seguro, segundo nota do centro de comando para a resposta ao acidente.

A reputação da BP e sua grande presença nos EUA estão em jogo, enquanto Obama enfrenta crescentes críticas de Parlamentares e moradores da região do Golfo por causa da forma como o governo reagiu à crise.

Investidores, que já tiraram 50 bilhões de dólares do valor de mercado da BP desde o início do vazamento, acompanham atentamente mais essa tentativa de conter o fluxo de óleo.

As ações da BP ziguezaguearam durante o pregão em Londres, chegando a ter alta de 2,6 por cento, mas fechando em baixa de 1,4 por cento. O início da operação "top kill" só foi anunciado depois do fim do pregão londrino.

(Reportagem adicional de Kristin Hays e Chris Baltimore, em Houston; de Pascal Fletcher, em Miami; de Susan Heavey e Tom Doggett, em Washington; de Jeff Mason, em Fremont; e de Sarah Young, em Londres)

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