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26/05/2010 - 16h37 / Atualizada 26/05/2010 - 18h17

Violência na Jamaica se alastra; chega a 49 total de mortes

Por Horace Helps

KINGSTON (Reuters) - Os disparos ressoavam em algumas áreas de Kingston, capital da Jamaica, na quarta-feira, enquanto as forças de segurança combatiam simpatizantes de um fugitivo, suposto traficante, no quarto dia de violência, que já deixou 49 mortos.

Soldados e policiais ainda procuram pelo notório jamaicano Christopher "Dudus" Coke, de 42 anos, suposto chefão das drogas, cuja extradição foi solicitada pelos Estados Unidos sob a acusação de tráfico de cocaína e contrabando de armas.

As ruas da capital da ilha turística caribenha estavam praticamente desertas, com tráfego escasso e o fechamento da maioria das escolas e lojas. Soldados e policiais patrulhavam em veículos blindados e veículos utilitários esportivos.

A maior parte das vítimas é formada por homens jovens, supostos integrantes da quadrilha de Coke, que foram mortos quando as forças de segurança fortemente armadas invadiram na segunda-feira a favela Tivoli Gardens que, segundo promotores dos EUA, serve como "forte" para os simpatizantes do fugitivo.

Rajadas de tiros podiam ser ouvidas na quarta-feira vindas do bairro de Waltham Park, ao norte do Tivoli Gardens, e de Rockfort, na estrada para o aeroporto internacional de Kingston.

O ombudsman político da Jamaica, Herro Blair, disse ter contabilizado 44 civis mortos em Tivoli Gardens, após ser enviado ao local pelo primeiro-ministro Bruce Golding numa missão de inspeção na terça-feira, junto com o promotor público Earl Witter.

"Sabemos com certeza que há 35 corpos de civis no necrotério e quando estávamos saindo na noite de ontem havia outros nove para serem recolhidos", disse Blair, que é bispo evangélico.

Witter afirmou estar preocupado com a disparidade entre o alto número de civis mortos na operação de Tivoli Gardens e o baixo número de armas de fogo apreendidas pelos soldados e policiais - apenas quatro, incluindo um fuzil automático AK-47.

"As forças de segurança têm sua explicação própria. Se eles não consideram isso particularmente estranho, eu com certeza acho", disse ele.

A polícia afirmou que o número de civis mortos elevou o total geral de mortos nos quatro dias de confronto em partes de Kingston a 49, do número anterior de 31. Ao menos três integrantes das forças de segurança morreram em confrontos de rua.

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