UOL Notícias Notícias
 
27/05/2010 - 12h07 / Atualizada 27/05/2010 - 12h17

Coreia do Norte abandona salvaguardas militares com o Sul

Por Jack Kim

SEUL (Reuters) - A Coreia do Norte disse na quinta-feira que está abandonando acordos militares assinados com o Sul, num possível prelúdio do fim de um parque industrial conjunto, enquanto Seul realiza exercícios antissubmarinos nas tensas águas fronteiriças.

Há também sinais de que a China, maior aliada da Coreia do Norte, está revendo suas relações com o isolado regime de Pyongyang, acusado de ter afundado uma corveta da Marinha sul-coreana em março, matando 46 tripulantes.

Mantendo a retórica beligerante, a Coreia do Norte acusou Seul de ter atirado por terra dez anos de reaproximação, e anunciou a revogação de acordos pelos quais os militares de ambos os lados asseguravam a segurança dos intercâmbios feitos na fronteira.

Isso pode indicar uma disposição de Pyongyang de fechar o trecho de fronteira que dá acesso ao parque industrial bilateral de Kaesong, no lado norte-coreano.

"Vamos repelir completamente as medidas de garantia militar que o nosso Exército deve adotar com relação ao intercâmbio de cooperação Norte-Sul", disse o chefe do Estado-Maior do Exército norte-coreano, em nota difundida pela agência estatal de notícias KCNA.

A medida pode significar, na prática, o começo do fim do parque industrial de Kaesong, onde mais de cem empresas sul-coreanas se aproveitam do baixo custo da mão de obra e do aluguel. O parque industrial rende dezenas de milhões de dólares por ano à Coreia do Norte, uma das raras fontes de divisas para o país.

O crescente antagonismo entre as duas Coreias preocupa os investidores, temerosos de um conflito armado na região.

A nota da KCNA disse também que o Norte vai cancelar acordos destinados a evitar confrontos na costa oeste da península, e que interromperá linhas de contato entre as respectivas forças navais.

Nesta semana, Pyongyang já havia ameaçado interromper a única ligação ferroviária com o Sul, caso Seul volte a usar alto-falantes para fazer propaganda na região da fronteira. O regime comunista ameaça entrar em guerra se a Coreia do Sul levar adiante as sanções que anunciou nesta semana.

A maioria dos analistas diz, no entanto, que nem o Norte nem o Sul querem uma guerra, mas que pode haver escaramuças, especialmente na fronteira marítima da costa oeste da península.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    09h59

    -0,51
    3,266
    Outras moedas
  • Bovespa

    10h02

    0,09
    63.283,36
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host