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27/05/2010 - 13h11 / Atualizada 27/05/2010 - 13h11

Expansão dos EUA no 1o tri é reduzida, emprego melhora

WASHINGTON (Reuters) - O crescimento da economia norte-americana no primeiro trimestre foi menor que o estimado inicialmente, com uma desaceleração nos investimentos privados, enquanto os governos federal e estadual reduziram os gastos no maior ritmo desde 1981.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 3 por cento em termos anuais, informou o Departamento de Comércio nesta quinta-feira, ao invés da taxa de 3,2 por cento informada anteriormente. Analistas ouvidos pela Reuters previam que o PIB cresceria 3,4 por cento entre janeiro e março.

No quarto trimestre do ano passado, a economia norte-americana se expandiu 5,6 por cento, e agora já cresce por três trimestres consecutivos.

Economistas estão acompanhando de perto a recuperação econômica dos EUA para ver se o país pode resistir aos problemas de dívida que ameaçam retardar o crescimento da Europa. O crescimento acima da tendência no primeiro trimestre sugere uma sólida base de sustentação.

"Os números estão um pouco abaixo das expectativas, mas mostram que a economia norte-americana está em recuperação", disse Subodh Kumar, estrategista-chefe de investimentos da Subodh Kumar & Associates, em Toronto.

Outros dados mostraram que o número de pedidos de auxílio-desemprego caiu para 460 mil na semana passsada, de 474 mil na semana anterior, segundo o Departamento de Trabalho, indicando uma melhora gradual no mercado de trabalho.

INVESTIMENTO PRIVADO DESACELERA

A produção econômica dos EUA nos primeiros três meses do ano foi revisada para baixo à medida que o investimento privado aumentou apenas 3,1 por cento ao invés da taxa de 4,1 por cento divulgada no mês passado. O gasto cresceu 5,3 por cento no quarto trimestre.

O investimento empresarial em softwares e equipamentos cresceu 12,7 por cento, e não 13,4 por cento como informado antes.

O gasto dos governos federal e locais encolheu 3,9 por cento, maior declínio desde o segundo trimestre de 1981. Mas o gasto do consumidor, fundamental para a recuperação da economia, manteve-se firme.

O gasto do consumidor subiu 3,5 por cento, comparado à taxa de 3,6 por cento informada anteriormente. Mesmo que tenha sido revisada ligeiramente para baixo, a taxa ainda foi mais que o dobro do ritmo de 1,6 por cento do quarto trimestre e o maior avanço desde o primeiro trimestre de 2007.

A contribuição do gasto do consumidor para o PIB foi de 2,42 pontos percentuais, a maior desde o primeiro trimestre de 2007.

As vendas reais a consumidores domésticos, consideradas uma medida melhor da demanda doméstica, cresceram 2 por cento. Antes, estimava-se que as vendas tivessem subido 2,2 por cento, após o aumento de 1,4 por cento no quarto trimestre.

A recuperação da mais longa e produnda recessão desde a Grande Depressão tem sido induzida pelo setor manufatureiro, enquanto as empresas refazem estoques para responder ao fortalecimento da demanda. Agora, os consumidores também estão participando da retomada com o início da estabilização do mercado de trabalho.

O relatório também mostrou que o lucro corporativo após impostos subiu 2,1 por cento no primeiro trimestre, ante alta de 6,5 por cento nos últimos três meses de 2009. A desaceleração desse item pode contrariar as esperanças de rápida melhora do mercado de trabalho.

ESTOQUES

No primeiro trimestre, a reconstrução de estoques pelas empresas ganhou velocidade. Os estoques empresariais subiram 33,9 bilhões de dólares, ao invés de 31,1 bilhões de dólares da divulgação anterior. Foi a primeira alta desde o primeiro trimestre de 2008.

Isso contribuiu com 1,65 ponto percentual à produção econômica total.

Sem o impulso dos estoques, a economia dos EUA avançou 1,4 por cento, e não 1,6 por cento.

Além do fraco investimento estatal, a recessão no setor de construção também pesou. A construção de novas moradias caiu 10,7 por cento, após crescer por dois trimestres consecutivos.

Embora a desaceleração no crescimento das exportações não tenha sido tão forte quanto o estimado inicialmente, o dado foi ofuscado pelo aumento das importações.

Isso resultou em déficit comercial que subtraiu 0,66 pontopercentual do PIB.

(Por Lucia Mutikani, com reportagem adicional de Pedro Nicolaci da Costa em Washington e Ryan Vlastelica em Nova York)

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