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27/05/2010 - 19h55 / Atualizada 27/05/2010 - 19h55

Obama reage a críticas enquanto BP luta contra vazamento de óleo

Por Jeff Mason e Ed Stoddard

WASHINGTON/VENICE, Estados Unidos (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, contestou nesta quinta-feira as críticas de que teria demorado a reagir ao vazamento de petróleo no golfo do México, enquanto a empresa British Petroleum (BP) anunciou avanços em conter o problema.

Esse já é o maior vazamento de petróleo na história norte-americana, superando o acidente de 1989 com o navio Exxon Valdez no Alasca. Ele começou em 20 de abril, quando uma plataforma de petróleo no local explodiu e afundou, matando 11 pessoas. Milhões de litros de óleo espalhados no mar ameaçam provocar graves prejuízos ambientais e econômicos na costa sul dos Estados Unidos.

O diretor-gerente da BP, Robert Dudley, disse pela manhã que a operação para "sufocar" o vazamento, iniciada na quarta-feira, está "avançando como gostaríamos." Mais tarde, no entanto, ele declarou a redes de TV que os técnicos ainda levariam outras 24 a 48 horas para saber se a operação funcionou.

Dizendo-se "irritado e frustrado" com o fracasso da BP em controlar o vazamento, Obama prometeu cobrar a empresa de perto. "Caso vocês se perguntem quem é o responsável, eu assumo a responsabilidade", disse ele numa entrevista coletiva na Casa Branca. "É minha função assegurar que tudo está sendo feito para parar isso."

Obama anunciou também uma prorrogação de seis meses no veto a novas autorizações para a exploração de petróleo em alto mar no país, enquanto uma comissão oficial investiga as causas do acidente no Golfo.

O presidente se empenhou em responder àqueles que acham que ele demorou em reagir ao acidente --acusação semelhante à que corroeu a popularidade de seu antecessor George W. Bush após o furacão Katrina, em 2005.

Para Obama, os críticos "não conhecem os fatos."

"Esta tem sido a nossa maior prioridade desde que a crise ocorreu", acrescentou o presidente, que teme as consequências do acidente para o seu Partido Democrata na eleição parlamentar de novembro.

O incidente fez nesta quinta-feira sua maior vítima política até agora, com a renúncia do diretor de um departamento do governo que supervisionava a perfuração de poços petrolíferos em alto mar.

(Reportagem adicional de John Whitesides, Vicki Allen, Tom Doggett e Caren Bohan, em Washington; de Pascal Fletcher e Tom Brown, em Miami; e de Chris Baltimore, em Houston)

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