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27/05/2010 - 15h17 / Atualizada 27/05/2010 - 15h17

Países ricos e pobres criam parceria para assistência a floresta

Por Wojciech Moskwa e Gwladys Fouche

OSLO (Reuters) - Países ricos e pobres concordaram na quinta-feira com as diretrizes para a liberação de ajuda para salvar florestas, no primeiro sinal concreto de ação global contra as mudanças climáticas desde o encontro de Copenhague.

A Noruega disse que as promessas de ajuda para salvar florestas aumentaram em 500 milhões de dólares desde a conferência climática da ONU em Copenhague em dezembro passado - menos que o esperado semanas atrás, e mostrando os limites do financiamento público adicional em meio à crise econômica e à turbulência dos mercados financeiros.

Alguns dizem que o aumento modesto na ajuda estatal às florestas, cuja conservação é vista como a maneira mais barata de reduzir emissões de carbono, destaca a necessidade de engajamento do setor privado.

A Conferência de Oslo sobre o Clima e as Florestas, com a participação de representantes de 52 países, acordou um esquema não obrigatório para canalizar a ajuda prometida pelo mundo rico e criar padrões de monitoramento para garantir que o dinheiro doado seja baseado em resultados sólidos.

"Os frutos desta conferência podem ser o primeiro componente abrangente (desde Copenhague) para um futuro acordo internacional sobre as mudanças climáticas", disse o diretor do Banco Mundial, Robert Zoellick, em discurso televisionado desde Washington.

Os líderes mundiais reunidos em Copenhague não fecharam um acordo legalmente obrigatório sobre emissões produzidas pelo homem. Mas os países ricos concordaram em fornecer 30 bilhões de dólares entre 2010 e 2012 para ajudar os países pobres a combater o aquecimento global, valor que subiria para 100 bilhões de dólares por ano até 2020.

EUA, Austrália, França, Japão, Grã-Bretanha e Noruega concordaram especificamente sobre 3,5 bilhões de dólares entre 2010 e 2012 para salvar florestas, e esse dinheiro agora subiu para 4 bilhões de dólares, segundo a Noruega, que presidiu a conferência climática.

"Não há como mobilizar tanto dinheiro sem mobilizar o setor privado", disse o primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg, referindo-se a um plano de gastar 30 bilhões de dólares até 2012 com florestas e outros financiamentos verdes agilizados.

FLORESTAS VALEM MAIS EM PÉ

O desmatamento e a degradação florestal todos os anos destroem florestas de área igual à da Inglaterra e são responsáveis por 17 por cento das emissões mundiais de carbono - mais que as emissões de todos os carros, trens e aviões do mundo, juntos, segundo dados da ONU.

"Reduzir o desmatamento e a degradação florestal pode render as maiores, mais rápidas e mais baratas reduções de emissões de carbono", disse Stoltenberg, acrescentando que os esforços contra o desmatamento podem render "um terço das reduções de emissões necessárias até 2020".

A Noruega, rica em petróleo, anunciou formalmente na quarta-feira 1 bilhão de dólares em ajuda à Indonésia para ajudar a proteger as florestas desse país, que vem derrubando florestas para plantar palmeiras das quais é extraído óleo. O país tem um acordo semelhante com o Brasil.

O aumento das populações, a agricultura e a indústria madeireira vêm reduzindo florestas da Amazônia à Indonésia, onde tornou-se mais rentável derrubar as florestas naturais.

Para incentivar as pessoas a proteger florestas e para atrair financiamento do setor privado é essencial fixar um preço global de emissões de carbono, ou através do mercado ou de um imposto sobre emissões de carbono.

Abud Karmali, diretor global de mercados de carbono no Bank of America Merril Lynch, disse à Reuters: "São necessárias mais garantias de que o preço do carbono vai existir e que o setor privado possa contribuir para a implantação do sistema de financiamento verde."

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