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27/05/2010 - 22h28 / Atualizada 27/05/2010 - 22h28

Serra domina programa do DEM na TV

SÃO PAULO (Reuters) - O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, dominou o programa do Democratas exibido em cadeia de rádio e televisão na noite desta quinta-feira, que apresentou projetos de governo do tucano e ataque ao PT.

Reproduzindo falas de Serra durante a apresentação oficial de sua pré-candidatura, em abril, o programa reforçou o conceito de união, pregado pela oposição.

"Um governo deve procurar sempre unir a nação. De mim, ninguém deve esperar que estimule disputas de pobres contra ricos", disse ele, que defendeu um governo "sem picuinhas e sem mesquinharias."

"Eu não aceito o raciocínio do nós contra eles."

Apesar da forte exposição de Serra, a lei eleitoral proíbe a participação de filiado de um partido na propaganda de outra legenda, como ocorrido nesta noite.

O programa buscou se aproximar dos trabalhadores, "os verdadeiros construtores desta nação", nas palavras de Serra, e destacou conquistas do tucano quando ministro do Planejamento e da Saúde na gestão Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Por várias vezes, repetiu o slogan de campanha do PSDB, "O Brasil pode mais", e encerra com imagem de Serra aplaudido durante a convenção, realizada em Brasília.

O líder do DEM na Câmara, deputado Paulo Bornhausen; o líder da legenda no Senado, senador Agripino Maia, e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, foram os nomes do partido que deram depoimentos no programa, de 10 minutos.

Kassab destacou frutos da parceria entre a prefeitura e o governo do Estado de São Paulo, comandado por Serra até abril, quando se licenciou para disputar a Presidência.

Coube a Maia a crítica mais dura ao PT exibida no programa.

"É triste ver o governo do PT usar seu espaço de propaganda para semear a discórdia entre irmãos. O truque pode até funcionar como marketing político. Mas não vai fazer do Brasil, sem sombra de dúvida, um país melhor", declarou o senador.

Antes de sua exibição, o PT teve arquivada pelo Tribunal Superior Eleitoral sua ação cautelar que pedia a suspensão do programa. O partido havia alegado que haveria propaganda eleitoral a favor do pré-candidato tucano.

Segundo a lei eleitoral, a propaganda oficial dos candidatos começa apenas em julho.

(Por Hugo Bachega)

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