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29/05/2010 - 12h26 / Atualizada 29/05/2010 - 12h26

Premiê tailandês diz que é difícil realizar eleições neste ano

BANGCOC (Reuters) - O primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, disse neste sábado que será difícil realizar eleições neste ano, o que deve enfurecer ainda mais os manifestantes contrários ao governo envolvidos em violentos protestos nesta semana.

Abhisit havia anteriormente sugerido eleições no dia 14 de novembro, mas retirou essa oferta quando ela foi rejeitada pelos manifestantes camisas vermelhas.

"Obviamente, é muito mais difícil realizar eleições até o final do ano", afirmou Abhisit em coletiva de imprensa, referindo-se às grandes divisões na sociedade que causaram os piores atos de violência relacionados à política na história moderna da Tailândia.

Ele afirmou que a paz precisa ser totalmente restaurada e um plano de reconciliação implementado, mas disse que as eleições só serão realizadas em 2012, quando seu mandato termina.

"Não descartei eleições antecipadas. Vai demorar um pouco mais para chegar a um melhor tipo de ambiente, mas as eleições serão antes do fim do meu mandato", afirmou.

"Se tivermos sucesso em convidar e receber todas as partes, incluindo os camisas vermelhas, a oposição, para nosso programa de reconciliação, e nos próximos meses vermos o governo e o Parlamento funcionando tranquilamente, esse seria o ambiente correto", disse.

A principal exigência dos manifestantes é a renúncia de Abhisit e o agendamento de novas eleições. Eles alegam terem sido privados de seus direitos por parte de uma elite de Bangcoc apoiada pelos militares.

Os camisas vermelhas, que são compostos em sua maioria por trabalhadores rurais e camadas pobres urbanas, iniciaram as manifestações em Bangcoc em março, e depois conseguiram tomar o centro comercial da cidade de 15 milhões de habitantes.

Após uma série de batalhas nas ruas, as tropas atacaram o acampamento dos camisas vermelhas na semana passada e conseguiram dispersar os manifestantes, que incendiaram quase 40 edifícios enquanto se retiravam. Pelo menos 88 pessoas morreram e quase 2.000 ficaram feridas nos confrontos desde março.

(Reportagem de Martin Petty)

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