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01/06/2010 - 20h00 / Atualizada 01/06/2010 - 20h00

EUA abrem inquérito sobre vazamento e ações da BP desabam

Por Ed Stoddard e Sarah Young

VENICE/LONDRES (Reuters) - A British Petroleum enfrentava um momento sombrio nesta terça-feira, quando seu fracasso em conter o vazamento de petróleo no Golfo do México fez as ações da empresa despencarem e levou o governo dos Estados Unidos a abrir uma investigação criminal.

Diante do maior acidente desse tipo na história do país, o presidente Barack Obama prometeu reformar as leis e regulamentos para evitar que isso se repita. O vazamento no poço petrolífero a 1.600 metros de profundidade começou em 20 de abril por causa da explosão e naufrágio de uma plataforma de perfuração no local, que deixou 11 mortos.

Após se reunir com os líderes de uma comissão criada para investigar o acidente, Obama sinalizou também que haverá processos penais. "Se nossas leis foram violadas, causando morte e destruição, minha promessa solene é de que vamos levar esses responsáveis à Justiça em nome das vítimas dessa catástrofe e do povo na região do Golfo", afirmou.

O secretário de Justiça, Eric Holder, disse em Nova Orleans que o governo dos EUA iniciou uma investigação criminal, com a participação do FBI e de outras agências. "Se encontrarmos evidência de comportamento ilegal, vamos ser incisivos em nossa resposta", declarou a jornalistas.

A empresa disse que irá cooperar com a investigação.

As ações da BP chegaram a ter queda de 17 por cento nesta terça-feira em Londres e fecharam o pregão com baixa de 13 por cento, a 4,30 libras. Em Nova York, os títulos ADR da empresa perderam quase 15 por cento do seu valor e fecharam a 36,52 dólares.

Desde que o vazamento começou, a BP já perdeu mais de um terço do seu valor de mercado, ou cerca de 67 bilhões de dólares. A desvalorização das ações se agravou no fim de semana com a notícia de que fracassou a tentativa de "sufocar" o vazamento com lama. O custo da crise já superou 990 milhões de dólares.

Ações de outras empresas envolvidas no problema --Anadarko, Transocean, Cameron e Halliburton-- também tiveram queda de 10 a 17 por cento,

A próxima tática da BP para tentar controlar o vazamento será usar uma cúpula para canalizar o petróleo até a superfície. Robôs com tesouras gigantes e uma serra de diamante vão cortar um cano 11 metros acima da boca do poço, espaço no qual a cúpula será colocada.

(Reportagem adicional de Jeremy Pelofsky e Matt Spetalnick, em Washington)

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