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03/06/2010 - 14h22 / Atualizada 03/06/2010 - 20h51

BP obtém êxito em novo plano para conter vazamento de petróleo

Por Kristen Hays

HOUSTON (Reuters) - Robôs submarinos da British Petroleum conseguiram nesta quinta-feira serrar um cano nas profundezas do Golfo do México, preparando-o para receber uma espécie de funil que irá recolher o óleo que jorra há seis semanas de um poço de petróleo.

"Liberamos o 'riser' (cano vertical) do topo da cabeça do poço, e a equipe está trabalhando para completar a operação de limpeza antes que coloquemos a tampa em cima do poço", disse o executivo-chefe da BP, Tony Hayward.

Ele não disse quando o poço será tampado, mas afirmou que o sucesso da operação será avaliado em 12 a 24 horas, e que a BP passará depois dois ou três dias tentando estabilizar o fluxo de gás e petróleo.

A intenção da companhia é desviar para navios da superfície o petróleo que hoje está ficando no mar, causando graves prejuízos econômicos e ambientais na costa sul dos Estados Unidos. Estima-se que cerca de 19 mil barris diários estejam sendo despejados, no que é o pior vazamento de petróleo da história norte-americana.

A BP já fizera tentativas anteriores de levar o petróleo por canos do poço até a superfície, mas desta vez tentará um novo sistema de vedação entre a boca do poço e a tampa.

A empresa tentou fazer o corte com uma serra de diamante, que deu defeito. Por isso, a boca do poço ficou menos regular, prejudicando a vedação e, consequentemente, reduzindo a quantidade de petróleo que poderá ser capturada.

No fim de semana passado, a BP anunciou o fracasso de uma tentativa de "sufocar" o vazamento com lama. A expectativa é que o problema só seja sanado em agosto, quando dois poços auxiliares serão concluídos.

"Eles estão ligeiramente à frente do prazo agora, mas não queremos declarar vitória", disse o almirante da Guarda Costeira Thad Allen, que supervisiona a operação por parte do governo.

Tyler Priest, diretor de estudos globais da Faculdade Bauer de Administração, da Universidade de Houston, especialista em exploração de petróleo e gás em alto mar, disse que a operação que a BP está tentando agora é apenas uma "gambiarra" até que os poços auxiliares estejam prontos e possam ser usados para consertar o poço principal.

"Muitos desses esforços contêm um elemento de desespero, motivados pela necessidade de mostrar que eles estão tentando fazer alguma coisa", disse Priest."Eles estão meio que ganhando tempo e reduzindo o fluxo até que os poços auxiliares cheguem lá."

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