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03/06/2010 - 11h47 / Atualizada 03/06/2010 - 11h47

G20 deve discutir formas de reduzir déficit e manter recuperação

Por Alan Wheatley

BUSAN, Coreia do Sul (Reuters) - Discordâncias sobre o ritmo de redução dos déficits públicos e a respeito de como restaurar o equilíbrio da economia global devem marcar a reunião do G20 que começou na quinta-feira.

As fortes desvalorizações do euro e das Bolsas globais, causadas por temores relacionados à dívida da Grécia e de outros países europeus, deram mais urgência às deliberações de ministros da Economia e presidentes de Bancos Centrais do G20 nesta cidade portuária sul-coreana.

Esse bloco reúne as 20 principais economias do mundo, entre nações desenvolvidas e emergentes.

A reunião de Busan não deve resultar em nenhum acordo sobre reformas financeiras e regulatórias, o que incluiria uma provável taxa bancária global. Por isso, o principal item da pauta deve ser a necessidade de buscar um equilíbrio entre ajustes fiscais e crescimento sustentável.

"Os países com déficits orçamentários elevados precisam assegurar que podem lidar com esses déficits," disse o ministro britânico das Finanças, George Osborne, antes de embarcar de Pequim para Busan.

"Países superavitários também precisam fazer sua parte em contribuir com o crescimento econômico, e esse será um dos grandes tópicos para discussão na Coreia do Sul."

O secretário norte-americano do Tesouro, Timothy Geithner, concordou que o equilíbrio correto entre arrocho e crescimento é um "imperativo compartilhado" pelo G20.

"Como diz o FMI, queremos que essas reformas fiscais ocorram de modo amigável com o crescimento," disse Geithner na quarta-feira a jornalistas em Washington. "Alguns países estão numa posição fortíssima. Alguns países precisam se mexer muito mais rapidamente."

Outra fonte do G20 usou uma metáfora náutica: a crise na zona do euro mostrou que alguns países terão de abandonar os estímulos fiscais antes do previsto, mas nem todos devem correr para o outro lado do barco ao mesmo tempo.

Até agora, os países do G20 discutiram apenas quando reverter os estímulos adotados contra a crise. Na terça-feira, o Canadá se tornou o primeiro país do G7 (grandes países desenvolvidos) a elevar sua taxa básica de juros neste período.

Também fazendo escala em Pequim a caminho de Busan, o ministro canadense das Finanças, Jim Flaherty, disse que está chegando a hora de implementar "estratégias de saída."

Vice-ministros realizam discussões preparatórias na quinta-feira, véspera do início do evento principal, que por sua vez serve como prelúdio para a cúpula do G20 nos dias 26 e 27 de junho em Toronto.

(Reportagem adicional de Emma Graham-Harrison e Simon Rabinovitch em Pequim, Brian Love em Paris, Louise Egan em Ottawa, Glenn Somerville e Emily Kaiser em Washington)

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