UOL Notícias Notícias
 
04/06/2010 - 17h22 / Atualizada 04/06/2010 - 17h22

Coreia do Sul leva reclamação sobre Coreia do Norte à ONU

Por Louis Charbonneau e Nopporn Wong-Anan

UNITED NATIONS/CINGAPURA (Reuters) - A Coreia do Sul levou sua disputa com a Coreia do Norte ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira, afirmando que Pyongyang precisa admitir ter afundado seu navio militar e que isso é uma ação "repreensível" que colocava a paz sob risco.

Uma carta entregue ao Conselho de Segurança, em Nova York, pelo embaixador de Seul na ONU, Park In-kook, solicitou que o conselho de 15 nações tome medidas para deter "novas provocações" da Coreia do Norte. Uma cópia da carta foi obtida pela Reuters.

"O meu governo solicita que o Conselho de Segurança considere devidamente essa questão e a responda de uma maneira apropriada à gravidade da provocação militar da Coreia do Norte a fim de impedir a recorrência de qualquer nova provocação da Coreia do Norte", diz a carta.

O texto não especifica como Seul gostaria que o Conselho respondesse ao afundamento da corveta da Marinha Cheonan em março. Entre as ações possíveis estão sanções, uma resolução ou um comunicado.

Depois de entregar a carta ao embaixador mexicano Claude Heller, o atual presidente do Conselho, Park disse a repórteres apenas que "esperamos alguma ação do Conselho de Segurança comensurável à gravidade da situação."

Heller disse que consultaria os membros do Conselho sobre como proceder. O embaixador japonês Yukio Takasu sugeriu aos jornalistas que a entidade poderá discutir o assunto na semana que vem.

Os Estados Unidos, maior país aliado da Coreia do Sul, afirmaram que Seul talvez não peça por uma resolução completa do Conselho de Segurança em razão do aumento das tensões após o afundamento do Cheonan. Seul afirmou que conversaria com seus aliados para garantir que fosse tomada alguma medida.

Enquanto a Coreia do Norte intensifica uma retórica hostil, o principal comandante militar dos EUA na região afirmou que uma guerra era improvável, mas que as forças norte-americanas estavam preparadas para qualquer eventualidade.

"A Coreia do Norte precisa admitir sua transgressão, precisa prometer que nunca mais fará uma ação repreensível como essa", disse o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, em Cingapura. "Isso é do interesse da paz. Isso é do interesse da Coreia do Norte."

"Se tolerarmos mais uma vez o ato ostensivo de violência da Coreia do Norte, então eu creio que não promoveremos a paz e a estabilidade na península coreana e no nordeste da Ásia, mas as colocaremos em risco", disse Lee em uma conferência sobre segurança.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,31
    3,266
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,60
    62.662,48
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host