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09/06/2010 - 21h32 / Atualizada 09/06/2010 - 21h32

Americana tenta ser a mulher mais pesada do mundo

Por Karina Ioffee

OLD BRIDGE, Estados Unidos (Reuters) - Uma mulher de Nova Jersey está em campanha para se tornar a mulher viva mais pesada do mundo, e admite ser tão faminta por atenção quanto por calorias.

Donna Simpson, 42, pesa mais de 270 quilos e pretende chegar a mil libras (455 quilos). Mãe de dois filhos, de 3 e 14 anos, ela faz fotos para um site chamado supersizedbombshells.com, onde admiradores e curiosos pagam para vê-la consumindo alimentos gordurosos ou andando até o carro.

Ela já apareceu em várias TVs e gosta da cobertura da mídia. A editora do Livro Guinness dos Recordes disse que ela se candidatou ao título de mulher mais pesada a dar a luz, o que está sendo analisado. Há relatos de mulheres que morreram pesando 816 e 545 quilos.

Simpson disse ter recebido uma oferta para escrever um livro, e quer ter seu próprio reality show, em parte para dar mais confiança às mulheres "extragrandes". Ela veste tamanho XXXXXL, que compra principalmente pela internet, e se diz integrante da "comunidade da aceitação da gordura".

"Quando maior a sua bunda, quanto maior a sua barriga, mais sexy você é", disse ela num sofá na sua casa, cerca de 65 quilômetros ao sul de Nova York. Ela conheceu um homem que diz apreciar suas medidas, e os dois querem se casar neste ano no Havaí.

O noivo, Philippe Gouamba, 49 anos, pai da filha de 3 anos dela, é um grande entusiasta da campanha de engorda da futura esposa, que ele considera "muito sexy".

Simpson disse receber emails de mulheres que acham que jamais vão se apaixonar ou ter filhos por causa do peso. "Eu digo que isso não é verdade. Eu gostaria de ser uma voz para que as pessoas possam ver uma mulher de tamanho (grande) ter uma família normal."

Ela disse que recebe mensagens também de pessoas que dizem que ela está colocando em risco a si e os filhos.

Donna Simpson gasta até 750 dólares por semana em supermercado, sofre de diabete tipo 2 e tem dificuldades para fazer tarefas básicas, como cozinhar e tomar banho. Mas não liga para quem diz que ela pode sofrer problemas cardíacos, agravar sua diabete e provocar danos nas articulações.

"Sou muito saudável. Vou ao médico a cada três meses", disse ela, que abandonou as dietas depois que uma amiga morreu numa cirurgia de redução do estômago. "Eu sempre fui confortável comigo. Os outros é que não estavam confortáveis comigo."

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