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10/06/2010 - 10h55 / Atualizada 10/06/2010 - 11h02

Novo premiê britânico faz 1ª visita ao Afeganistão e rejeita mais tropas

Adrian Croft
Em Cabul

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, chegou na quinta-feira a Cabul, em sua primeira visita oficial a um país que é prioridade na política externa do seu recém-eleito governo de coalizão.

Em um mês no cargo, Cameron tem avaliado exaustivamente a situação da guerra do Afeganistão, onde a Grã-Bretanha tem 9.500 soldados, segundo maior contingente estrangeiro, depois do norte-americano.

O grande número de baixas - quase 300 soldados britânicos já foram mortos no país desde 2001 - corrói o apoio popular ao envolvimento militar britânico na guerra, que sobrecarrega as finanças públicas num momento em que o governo precisa cortar gastos para controlar o déficit.

"Ninguém deseja que as tropas britânicas fiquem no Afeganistão um dia a mais do que o necessário", disse Cameron em entrevista coletiva ao lado do presidente Hamid Karzai no palácio presidencial de Cabul.

"O que queremos - e é do interesse da nossa segurança nacional - é entregar (a situação) para um Afeganistão que seja capaz de controlar sua própria segurança."

O contingente militar estrangeiro no Afeganistão está prestes a chegar ao recorde de quase 150 mil, mas a morte de 18 soldados estrangeiros só nesta semana mostra que o Taliban nunca esteve tão forte desde que o seu regime islâmico foi derrubado, no final de 2001.

Em Qandahar, reduto insurgente no sul do país, um homem-bomba supostamente do Taliban matou pelo menos 40 pessoas em uma festa de casamento na noite de quarta-feira, segundo policiais. Muitos convidados eram ligados a autoridades locais que cooperam com as forças ocidentais.

No último mês, Karzai fez uma visita a Cameron em Londres, três ministros britânicos estiveram no Afeganistão, e o recém-criado Conselho de Segurança Nacional do governo britânico dedicou várias de suas sessões ao conflito na Ásia central.

O governo do conservador Cameron já disse que pretende um prazo para que a estratégia dos EUA no Afeganistão funcione, mas funcionários britânicos avaliam o que pode ser feito de modo mais eficaz, além do envio de reforços ordenado por Washington.

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