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10/06/2010 - 22h08 / Atualizada 10/06/2010 - 22h08

Trabalhadores doentes do 11/9 conseguem indenização de US$712 mi

Por Karina Ioffee

NOVA YORK (Reuters) - Advogados de milhares de trabalhadores que sofreram problemas de saúde por causa dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra o World Trade Center conseguiram nesta quinta-feira um novo acordo de indenização com a prefeitura no valor de 712 milhões de dólares.

Em março, um juiz federal rejeitou o acordo inicial, de até 657,5 milhões de dólares, dizendo que ele precisava ser mais transparente, e que havia dinheiro demais --cerca de um terço-- sendo gasto em honorários de advogados.

Quase 10 mil bombeiros, policiais, agentes terceirizados e outros que trabalharam nos escombros das torres gêmeas abriram processo contra a prefeitura e empresas por ela contratadas, reivindicando indenizações por danos associados àquela atividade.

O valor virá de um fundo com garantia federal, a chamada Companhia de Seguro Cativo WTC, criada em 2004 com verba de 1 bilhão de dólares da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências.

O juiz Alvin Hellerstein assinou o acordo nesta quinta-feira, dizendo que ele "não é perfeito, mas é muito, muito bom."

Para valer, o acordo exige a adesão de 95 por cento dos reclamantes, que têm 90 dias para se manifestar.

Os advogados limitaram seus honorários a 25 por cento do total, o que significa uma redução de mais de 50 milhões. Já o fundo de seguros aceitou elevar em 55 milhões de dólares a sua participação.

O prefeito Michael Bloomberg disse em nota que a decisão foi "uma solução justa de um caso difícil e complexo, que permitirá que os socorristas e trabalhadores sejam justamente compensados por lesões sofridas depois do seu trabalho no 'Ground Zero'."

Com o acordo, haverá indenizações maiores --pessoas que contraíram asma severa e câncer, por exemplo, podem receber até 1 milhão de dólares.

O ex-policial Joseph Lutrario, de 43 anos, ferido no ataque, se disse feliz com o encerramento do caso. Ele ficou preso sob escombros e quebrou o ombro. Depois, desenvolveu pólipos no estômago e esôfago, e transtorno do estresse pós-traumático, quadro que levou à sua aposentadoria precoce.

"Esta é uma boa notícia, mas não sei o que acontecerá daqui a cinco ou dez anos se eu ficar mais doente."

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