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10/06/2010 - 15h38 / Atualizada 10/06/2010 - 15h38

União Europeia deve apoiar novas sanções ao Irã

Por Luke Baker

BRUXELA (Reuters) - Os líderes europeus devem concordar, na próxima semana, com novas sanções ao Irã, além daquelas impostas pela ONU na quarta-feira e as medidas podem ser finalizadas em julho, de acordo com diplomatas da União Européia.

As restrições iriam se focar em um grande número de bancos e companhias de seguros iranianas, em particular aquelas envolvidas no negócio de finanças, assim como mais unidades da empresa estatal de navegação da república islâmica (IRISL, da sigla em inglês.)

Essas empresas seriam adicionadas à lista da ONU de companhias proibidas que têm seus ativos congelados ao redor do mundo por suspeita de fornecer ajuda ao programa nuclear ou à criação de mísseis de Teerã.

"Eu acho que é muito importante que a União Europeia tome novas medidas de fato, que mostre que está preparada a usar o seu peso no mundo neste problema e em outros", disse o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, nesta quinta durante visita a Berlim.

Alguns estados da União Europeia, especialmente a França, também gostariam de impor restrições à importação no setor de energia e exportados pelo Irã, mas o máximo que pode ser esperado são limites na exportação de equipamentos utilizados no setor de petróleo e gás no país, dizem fontes da União Europeia.

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia vão se encontrar em Luxemburgo na próxima segunda para discutir os detalhes das medidas adicionais e vão colaborar na criação do comunicado oficial que deve ser divulgado pelos chefes de estado da União Europeia em um encontro em Bruxelas no dia 17 de junho.

O comunicado deve apresentar "uma diretriz clara e forte" a todos os ministros das Relações Exteriores da União Europeia para concordar com o pacote extra de sanções e assiná-lo no próximo encontro programado para o meio de julho, dizem diplomatas.

A movimentação foi feita para colocar mais pressão sobre Teerã como resposta às negociações relacionadas ao programa de enriquecimento de urânio, o qual é visto pelo Ocidente como estratégia para o desenvolvimento de armas nucleares, mas é refutado pelo Irã com o argumento de pesquisa científica com motivos pacíficos. A decisão coincide com os esforços do Congresso dos Estados Unidos para criar novas medidas contra o Irã no próximo mês.

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