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11/06/2010 - 10h46 / Atualizada 11/06/2010 - 10h46

Papa pede perdão por abusos sexuais

Por Philip Pullella

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Bento 16 implorou na sexta-feira o perdão de Deus e das vítimas de abusos sexuais cometidos por padres pedófilos, prometendo que a Igreja fará de tudo para evitar que se repitam.

As declarações, excepcionalmente diretas, ocorreram durante uma homilia na praça de São Pedro, por ocasião do final das celebrações do "Ano do Padre".

Falando a cerca de 15 mil clérigos, o pontífice disse que este ano, que deveria servir para celebrar o trabalho dos padres, acabou maculado, já que "os pecados dos padres vieram à luz, particularmente os abusos dos pequenos".

"Insistentemente imploramos perdão de Deus e às pessoas envolvidas, ao mesmo tempo em que prometemos fazer tudo o possível para assegurar que tal abuso jamais ocorrerá outra vez", disse ele.

A Igreja tem enfrentado denúncias de pedofilia no clero em diversos países, particularmente nos EUA e na Europa, e o próprio papa acabou sendo acusado de leniência em relação a um padre pedófilo, na época em que era arcebispo de Munique (Alemanha), há mais de 30 anos. A Igreja diz que a responsabilidade era de um subordinado dele.

No seu sermão, o papa, de 83 anos, prometeu também controles mais rígidos da Igreja na escolha do clero.

"Ao admitir homens para o ministério sacerdotal e na formação deles vamos fazer de tudo para pesar a autenticidade da sua vocação e para fazer todos os esforços no sentido de acompanhar os padres ao longo da sua jornada, para que o Senhor lhes proteja e assista em situações turbulentas e em meio aos perigos da vida", declarou.

Bento 16 disse ainda que os mais de 400 mil padres católicos do mundo devem ver os abusos sexuais e sua repercussão como "um chamado à purificação" sua e da Igreja.

Cinco bispos da Europa já renunciaram por causa dos escândalos. Um deles admitiu ter cometido abusos. Outro está sob investigação, e três sofreram críticas pela forma como lidaram com casos de pedofilia.

Há dois meses, uma pesquisa na Alemanha mostrou que a maioria das pessoas havia perdido a confiança na Igreja, e que cerca de um quarto dos católicos do país cogitava mudar de credo.

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