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15/06/2010 - 11h49 / Atualizada 15/06/2010 - 11h49

Para agradar a China, premiê do Japão evita visita polêmica

TÓQUIO (Reuters) - O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, disse na terça-feira que enquanto estiver no cargo não pretende visitar o templo Yasukuni, que homenageia japoneses mortos em guerras. A decisão sinaliza que o novo premiê tem intenção de manter boas relações com a China.

Líderes japoneses anteriores já criaram atritos com a China por visitarem o templo, que para Pequim simboliza o passado militarista japonês. Entre os cerca de 2,5 milhões de mortos homenageados no templo há 14 criminosos de guerra condenados por um tribunal dos Aliados após a Segunda Guerra Mundial.

Questões bélicas do passado ainda causam tensão entre China e Japão, mas os dois países têm salientado nos últimos anos a necessidade de uma maior aproximação, refletindo suas intensas relações econômicas.

O comércio bilateral cresceu 13 por cento entre 2007 e 2008, chegando a 266,8 bilhões de dólares e fazendo da China o maior parceiro comercial do Japão, segundo estatísticas japonesas. A China também foi o segundo maior destino de exportações japonesas em 2008, atrás apenas dos EUA.

"Acho que é um problema para o primeiro-ministro e os ministros prestar oficialmente homenagens no templo Yasukuni, porque criminosos de guerra de primeiro nível estão homenageados ali", disse Kan, que assumiu o cargo na semana passada. "Não planejo prestar minhas homenagens enquanto estiver no cargo", disse ele ao Parlamento.

Junichiro Koizumi, primeiro-ministro de 2001 a 2006, fez várias visitas ao templo durante seu mandato, irritando a China. Todos os sucessores dele evitaram fazer o mesmo.

(Reportagem de Chisa Fujioka)

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