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15/06/2010 - 19h43 / Atualizada 15/06/2010 - 19h43

Para Dunga, lentidão no primeiro tempo atrapalhou o Brasil

JOHANESBURGO (Reuters) - O técnico Dunga admitiu que a seleção brasileira sofreu no primeiro tempo da partida contra a Coreia do Norte, principalmente devido à falta de velocidade para furar a retranca adversária.

O Brasil venceu os norte-coreanos por 2 x 1 na estreia no Mundial da África do Sul, com gols marcados somente na segunda etapa por Maicon e Elano. Ji Yun Nam descontou para o time asiático no fim da partida.

"No primeiro tempo a gente não tinha pegado o mecanismo certo do jogo, não tinha velocidade na troca de passes", disse Dunga em entrevista coletiva nesta terça-feira.

"No início a gente estava mudando a bola de um lado para o outro não tão rápido e no segundo tempo a gente melhorou. Agora, a gente quer sempre mais. O nível desta seleção brasileira, o espírito desses jogadores é esse, queremos mais."

Dunga, que fez três substituições no segundo tempo, disse que colocou Nilmar no lugar de Kaká para dar mais velocidade ao time. O meia-atacante do Real Madrid, que se recupera de uma lesão, sofreu com a falta de ritmo e teve uma participação apagada.

"Já estava prevista a troca do Kaká. Fazia cinco meses que ele não jogava 90 minutos. Conosco já conseguiu jogar três partidas. A gente queria dar velocidade", afirmou o técnico, que também escalou Daniel Alves na vaga de Elano e Ramires no lugar de Felipe Melo.

O Brasil voltou a ter problemas para criar jogadas contra um adversário retrancado, depois de uma série de empates sem gols em casa durante as eliminatórias para o Mundial.

Segundo Dunga, é difícil jogar contra uma seleção que se defende bem. Ele disse que a movimentação do time norte-coreano para fechar os espaços "era quase perfeita".

"Quando você encontra uma seleção que também é ofensiva, você vai criando espaços. Contra um adversário fechado, você quer acelerar o jogo, erra o passe, tem que insistir, ter persistência, trabalhar a bola, então não é fácil jogar contra uma equipe que se fecha bem", disse.

O treinador minimizou o gol tomado contra uma seleção que é a 105a colocada no ranking da Fifa, a pior colocação entre as 32 equipes que disputam a Copa. "(O Brasil) Podia ter feito um a mais, como a gente tomou. Isso é normal no futebol", disse.

"A estreia tem ansiedade, nervosismo, depois de um período longo de treinamento. É lógico que não só eu como todos os jogadores ... a gente quer fazer gol e não quer tomar", acrescentou Dunga, que elogiou nominalmente a atuação do atacante Robinho e do zagueiro Juan.

(Reportagem de Pedro Fonseca)

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