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16/06/2010 - 16h32 / Atualizada 16/06/2010 - 16h32

BP concorda em arcar com fundo de US$ 20 bi por vazamento

Por Caren Bohan e Jeffrey Jones

WASHINGTON/VENICE, Estados Unidos (Reuters) - A gigante britânica de energia BP Plc fechou um acordo preliminar com o presidente Barack Obama na quarta-feira segundo o qual colocará cerca de 20 bilhões de dólares num fundo especial para pagar por pedidos de indenização decorrentes do vazamento de petróleo no Golfo do México.

Uma fonte confirmou à Reuters o acordo preliminar, produzido após conversações entre Obama e os principais executivos da BP, na primeira negociação depois do início da crise, que já dura 58 dias.

Obama disse aos norte-americanos em discurso transmitido pela TV na terça-feira que no dia seguinte (quarta) exigiria da BP, na reunião na Casa Branca, que a empresa reservasse uma quantia em dinheiro num fundo administrado independentemente para pagar pelos pedidos de indenização, embora não tenha especificado o valor. Os parlamentares haviam pedido pela quantia de 20 bilhões de dólares.

As ações da BP em Nova York subiram mais de 1 por cento com a notícia do acordo, após caírem 5 por cento pela manhã. Os investidores estavam ansiosos por saber com clareza a conta final do prejuízo enfrentado pela BP.

Permanece incerto, porém, como a BP pagaria pelo fundo, também conhecido como uma conta vinculada ("escrow account"), e como seu dividendo trimestral será afetado.

Alguns parlamentares norte-americanos defenderam que a companhia suspendesse o pagamento do dividendo a fim de garantir que tinha dinheiro suficiente para pagar pelos danos, irritando os investidores.

Em visitas recentes à costa norte-americana do Golfo, Obama ouviu a reclamação dos moradores de que os processos de pedidos de indenização são muito demorados e complicados e que a BP estava pagando muito pouco.

Os executivos da BP - incluindo o presidente Carl-Henric Svanberg, o CEO Tony Hayward e o diretor da BP nos EUA, Lamar McKay - entraram na Ala Oeste da Casa Branca pouco antes das 11h (horário de Brasília) para conversar com Obama, na primeira reunião entre eles desde o início da crise.

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