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19/06/2010 - 11h29 / Atualizada 19/06/2010 - 11h29

Parceira coloca culpa de vazamento na BP, e custos devem subir

Por Jeffrey Jones

GRAND ISLE, Estados Unidos (Reuters) - Os gastos da BP Plc's pelo pior vazamento de petróleo da história norte-americana devem subir após um parceiro da empresa no poço que está causando o desastre ambiental ter jogado a responsabilidade pelo acidente na BP, e uma autoridade que analisou os danos ter dito que a empresa terá de pagar ainda mais se os 20 bilhões de dólares não forem o suficiente.

A Anadarko Petroleum Corp., dona de um quarto do poço, quebrou o silêncio quase total para atribuir a culpa e a responsabilidade financeira à BP.

"Isso aparenta ser uma grande negligência ou uma teimosa má administração" disse o presidente e CEO da Anadarko, Jim Kackett, em uma entrevista que ajudou a elevar as ações da sua empresa, que tem sede em Houston, em 2,2 por cento, com esperanças de que ela possa evitar perdas bilionárias.

A BP disse que "discorda amplamente" com a avaliação de grave negligência, mas manterá seu foco no Golfo do México, na limpeza da mancha de óleo e no estancamento do vazamento no poço.

O novo administrador federal de um fundo para pagar pelos danos disse à CBS News que seria um "horror" se a BP fosse à bancarrota, mas o montante de 20 bilhões de dólares, acordado entre BP e Casa Branca, pode aumentar se for insuficiente.

O presidente dos EUA, Barack Obama, viu sua popularidade cair devido a sua atuação no desastre ambiental, e legisladores dos dois principais partidos norte-americanos usaram audiências com a BP e outras autoridades da indústria petrolífera nesta semana para juntar argumentos antes das eleições de novembro.

Moradores do Golfo do México, de autoridades estaduais a cidadãos nas praias atingidas, viram os custos aumentarem muito com o colapso da indústria pesqueira, a moratória à perfuração de poços em águas profundas e a crescente destruição ambiental na costa.

"Acho que será mais de 100 bilhões de dólares," disse Brian Miguez, vendedor do ramo alimentício em Nova Orleans, em sua casa de férias em Grand Isla, na Louisiana, onde o vazamento forçou o fechamento e limpeza de quase dez quilômetros de praias.

"Eles não sentiram nem a ira dos processos que estão por vir," afirmou.

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