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25/06/2010 - 11h38 / Atualizada 25/06/2010 - 11h38

Crescimento dos EUA no 1o tri é revisado para 2,7%

WASHINGTON, 25 de junho (Reuters) - O crescimento econômico dos Estados Unidos foi menor que o estimado anteriormente no primeiro trimestre, com a redução das estimativas de gastos empresariais e do consumidor, mostraram dados do governo nesta sexta-feira.

Nessa estimativa final, o Departamento do Comércio disse que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,7 por cento ao invés dos 3 por cento informados anteriormente.

Embora o ritmo da expansão tenha ficado abaixo das expectativas do mercado de 3 por cento, ele ainda marca três trimestres seguidos de recuperação econômica da pior recessão desde a década de 1930.

Dados recentes sugeriram, porém, que a recuperação perdeu velocidade no segundo trimestre, com o desemprego insistentemente alto restringindo o gasto do consumidor e com a diminuição da construção e das vendas de moradias.

O Federal Reserve deu um tom cauteloso sobre a economia nesta semana e disse que a recuperação está "procedendo". Entretanto, não se espera que a economia retorne à recessão.

No quarto trimestre, o PIB cresceu 5,6 por cento.

O crescimento no período entre janeiro e março foi limitado pelo gasto empresarial, que aumentou apenas 2,2 por cento, e não 3,1 por cento como informado no mês passado. O investimento em softwares e equipamentos também diminuiu, de alta de 12,7 por cento para 11,4 por cento.

O gasto empresarial havia subido 5,3 por cento no quarto trimestre.

Outro peso no crescimento econômico foram as exportações, ofuscadas pela alta das importações e resultando em um déficit comercial que tirou pontos do PIB. Os governos locais e estatal também pesaram, com seus gastos caindo no maior ritmo desde o segundo trimestre de 1981.

O investimento fraco na construção de moradias também afetou o crescimento no primeiro trimestre. O declínio na construção de moradias segue dois trimestres consecutivos de expansão e destaca a fragilidade da recuperação do mercado imobiliário.

A alta no gasto do consumidor foi revisada para baixo, para 3 por cento. Ainda que tenha ficado abaixo da taxa de 3,5 por cento informada no mês passado, o ritmo ainda foi mais que o dobro do ritmo do 1,6 por cento do quarto trimestre e o maior avanço em três anos.

O gasto do consumidor, normalmente responsável por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, adicionou 2,13 pontos percentuais ao PIB no último trimestre, a maior contribuição desde os primeiro três meses de 2007.

Porém, as vendas reais finais a compradores domésticos, consideradas uma medida melhor da demanda no país, subiram 1,6 por cento, ao invés da taxa de 2 por cento estimada no mês passado.

O crescimento dos EUA também foi sustentado pelos estoques empresariais, que subiram 41,2 bilhões ao invés de 33,9 bilhões de dólares do dado preliminar. A mudança nos estoques contribuiu com 1,88 ponto percentual para o PIB do primeiro trimestre. A demanda fraca durante a recessão fez as empresas cortarem os níveis de estoques e a alta foi a primeira em dois anos.

O relatório do PIB mostra ainda que os lucros corporativos depois de impostos subiram 5 por cento no primeiro trimestre, ao invés dos 2,1 por cento divulgados anteriormente. Nos últimos três meses de 2009, os lucros aumentaram 6,5 por cento.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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