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25/06/2010 - 18h30 / Atualizada 25/06/2010 - 18h45

EUA veem 80% de chance de depressão tropical no Caribe

NOVA YORK (Reuters) - Uma perturbação tropical sobre o oeste do Caribe continua ganhando força e tem 80 por cento de chance de se transformar em uma depressão tropical entre sexta-feira e sábado, disse o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos.

O sistema deve atravessar a península de Yucatán, no México, dentro de um ou dois dias. Após isso, os modelos meteorológicos se dividem em várias possibilidades.

Ele poderá se mover a noroeste, em direção ao México; mudar a direção para nordeste, a caminho da Flórida; ou se movimentar para o norte, em direção ao centro do Golfo do México, onde poderia afetar os esforços da BP para conter um vazamento de petróleo no fundo do mar.

Se uma tempestade se formar, será chamada de Alex.

Num boletim anterior desta sexta-feira, o CNF disse que o sistema, localizado entre Honduras e as ilhas Cayman, tinha 70 por cento de chance de virar uma depressão tropical.

Um avião de reconhecimento da Força Aérea dos EUA está se aproximando da região para avaliar se a depressão tropical se formou, e o CNF acrescentou que "os ventos superiores estão se tornando propícios para o desenvolvimento" da depressão --estágio inicial de uma tempestade tropical, que por sua vez evolui para um furacão.

Paralelamente, o CNF apontou outra área ampla de chuvas, mas desorganizada, um pouco a leste do extremo norte das ilhas Barlavento. Ao longo desta sexta-feira, sua chance de evoluir subiu de 10 para 20 por cento.

Os mercados de energia ficam atentos à formação de tempestades no Atlântico por causa dos seus impactos sobre a produção de gás e petróleo em alto mar, além das atividades das refinarias litorâneas.

Já os mercados de commodities se preocupam com danos agrícolas, especialmente no caso dos laranjais e algodoais da Flórida.

A cotação dos títulos vinculados a seguros também podem ser alterados pelo rumo das tempestades. Esses títulos servem como proteção contra exposições a riscos, porque transferem para os investidores os custos vinculados a seguros contra desastres naturais.

(Reportagem de Scott DiSavino)

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