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26/06/2010 - 16h06 / Atualizada 26/06/2010 - 16h06

Polícia russa detém cinco ativistas homossexuais em protesto

SÃO PETERSBURGO, Rússia (Reuters) - A polícia russa deteve cinco ativistas homossexuais neste sábado durante manifestação no museu Hermitage, em São Petersburgo, afirmou um porta-voz da polícia.

Cerca de 24 ativistas gays e lésbicas se reuniram no jardim de um dos mais famosos museus do mundo, fundado em 1764, carregando cartazes e entoando "homofobia é a vergonha do país".

Uma das organizadoras, Maria Efremenkova, disse que o governo russo não fez nada para proteger os homossexuais. "Vocês não reconhecem nossa presença e vocês violaram nossos direitos de liberdade", disse ela.

Ativistas homossexuais vêm tentando há anos obter permissão para manifestações. Os organizadores da manifestação em São Petersburgo tiveram cinco locais negados, segundo afirmaram.

A homossexualidade era passível de punição com cadeia na União Soviética e apesar de a Rússia ter descriminalizado a homossexualidade em 1993, a intolerância continua ampla. Pesquisas mostram que mais de 80 por cento dos russos enxergam a homossexualidade como algo imoral.

Apesar da manifestação não ter sido publicamente anunciada, um pequeno grupo de ativistas de ultra-direita veio à praça na tentativa de atacar os protestantes, segundo afirmou a mídia local, acrescentando que entre quatro e cinco deles foram detidos.

"A cidade e o país se recusam a nos reconhecer como cidadãos plenos e normais", disse Efremenkova à Reuters da delegacia. "Esse é o motivo pelo qual viemos hoje à Praça do Palácio".

Em maio, gays e lésbicas puderam realizar seus primeiros protestos em Moscou sem intervenção policial depois de enganar a segurança pública em um jogo de gato e rato.

(Reportagem de Denis Pinchuk)

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