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26/06/2010 - 15h02 / Atualizada 26/06/2010 - 15h02

Senado dos EUA começa ratificação de Elena Kagan para o supremo

Por Thomas Ferraro

WASHINGTON (Reuters) - Elena Kagan, apelidada de Shorty por um mentor liberal antes de se tornar uma figura de destaque na área legal norte-americana, vai se apresentar ao país na semana que vem como a próxima membro do Suprema Corte dos Estados Unidos.

Kagan certamente enfrentará um questionamento intenso dos parlamentares republicanos quando a audiência de confirmação de seu nome começar no Senado na segunda-feira.

Seus críticos perguntarão se suas decisões são motivadas mais por crenças políticas do que baseadas na lei, enquanto seus apoiadores afirmarão que ela é perfeita para o cargo.

A não ser que haja alguma inesperada revelação bombástica, a ex-diretora da Faculdade de Direito de Harvard, que serviu nos dois últimos governos comandados pelo Partido Democrata, será aprovada com apoio das duas legendas.

Apesar de o presidente Barack Obama ter enfrentado uma forte oposição durante boa parte deste ano eleitoral, ao menos alguns membros do Partido Republicano devem se juntar aos democratas para confirmar a nomeação de Elena Kagan, 50, para substituir o juiz John Paul Stevens, 90, que está se aposentando e é o principal liberal no tribunal.

"O presidente está muito orgulhoso de sua escolha e, tenho certeza, a razão disso ficará clara durante a audiência de ratificação", disse o assessor de Obama David Axelrod.

Apesar de Elena Kagan ter sido elogiada tanto por democratas como por republicanos no mundo do direito, o público parece menos impressionado, pelo menos até agora.

Menos de metade dos norte-americanos, 44 por cento, dizem querer ver Elena Kagan ser ratificada para o cargo. Isso representa uma queda de dez pontos porcentuais em relação a um mês atrás, segundo pesquisa da CNN/Opinion Research Corporation Poll. A porcentagem que diz estar incerta sobre Kagan cresceu de 11 para 17.

Andy Pincus, um experiente advogado de atuação na Suprema Corte e professor da Faculdade de Direito de Yale, atribui esses números ao fato de os norte-americanos ultimamente estarem concentrados em outros assuntos, em especial no vazamento de petróleo no Golfo do México.

"Quem assistir à audiência de confirmação vai ver que ela é inteligente com uma carreira de destaque no direito e que vai encarar questões legais com uma cabeça aberta", disse Pincus.

Se for ratificada, Elena Kagan seria a segunda pessoa que nomeação de Obama para o tribunal máximo do país. No ano passado, Sonia Sotomayor foi ratificada para uma das cadeiras da Suprema Corte com apoio republicano, tendo 68 votos a favor e 31 contra.

O presidente do Comitê Judiciário do Senado, Patrick Leahy, que presidirá a audiência de cinco dias de Elena Kagan, disse que o procedimento, que será mostrado na televisão, pode ser meio anticlimático.

"A qualificação dela rapidamente ficará evidente", disse.

Ainda assim, Leahy estimou que alguns republicanos certamente tentarão dar trabalho a Elena Kagan, talvez apenas para agradar os membros da base conservadora do partido.

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