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27/06/2010 - 19h00 / Atualizada 27/06/2010 - 19h00

Após banho de sangue, Quirguistão apóia a nova constituição

Por Dmitry Solovyov e Maria Golovina

BISHKEK/OSH, 27 de junho - (Reuters) - A líder do Quirguistão disse no domingo, que o país votou e criou a primeira democracia parlamentar da Ásia Central, em um referendo histórico, apenas duas semanas depois da explosão de uma carnificina étnica que matou centenas de pessoas.

Roza Otunbayeva disse que o Quirguistão embarcou em um caminho para estabelecer uma "verdadeira democracia popular" diferente dos sistemas presidencialistas que existias antes, na antiga União Soviética. Ela fez a declaração antes da publicação dos resultados preliminares oficiais.

"A nova constituição da República do Quirguistão foi aprovada," Otunbayeva declarou em uma entrevista coletiva, na capital Bishkek, depois de votar, sob forte segurança, em uma universidade em Osh, sua cidade natal e epicentro dos violentos confrontos.

"Temos orgulho do nosso povo. Temos orgulho do nosso país, que fez essa escolha em uma hora difícil."

Pelo menos 283 pessoas e, provavelmente mais algumas centenas morreram esse mês de violência étnica entre o Quirguistão e o Uzbequistão no sul do Quirguistão, uma antiga república soviética que abriga bases militares russas e americanas e que faz fronteira com a China.

"Os números falam por si. Até agora, os votos têm sido mais ou menos 90 por cento 'a favor' e 10 por cento 'contra'. Em princípio, esse resultado parcial deverá permanecer praticamente inalterado," Akylbek Sariyev, chefe da comissão, disse à Reuters.

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