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27/06/2010 - 13h57 / Atualizada 27/06/2010 - 13h57

Menino que foi centro de disputa EUA-Cuba vai ser militar

Por Marc Frank

HAVANA (Reuters) - O cubano Elián González, que se tornou uma celebridade internacional ao sobreviver a um naufrágio no litoral da Flórida e ser levado para Miami, está estudando para se tornar um oficial militar, informou a mídia oficial de Cuba neste domingo, ao se completar uma década do retorno dele à ilha.

"Uma década depois de ter sido usado como um brinquedo pelos inimigos da revolução, nós o vemos vestindo um uniforme verde-oliva, como estudante da escola militar Camilo Cienfuegos, onde está se preparando para ser um oficial das Forças Armadas Revolucionárias", informou o jornal da juventude comunista, Juventud Rebelde.

Os militares cubanos mantêm academias de nível colegial em todo o país.

"O menino de ontem (hoje, com 16 anos) é agora um cubano comum", assinalou o artigo de uma página no jornal, o único a ser publicado aos domingos. O texto diz ainda que recentemente Elián participou do Congresso da União dos Jovens Comunistas.

O governo cubano tem protegido o garoto dos jornalistas estrangeiros e ele raramente aparece na imprensa estatal.

Elián era um menino de cinco anos quando foi encontrado flutuando em uma balsa perto da costa da Flórida, em novembro de 1999. Ele sobreviveu ao naufrágio que matou sua mãe e outros cubanos que haviam deixado a ilha com destino aos Estados Unidos.

O menino se tornou parte das disputas políticas entre Estados Unidos e Cuba quando parentes na Flórida se recusaram a devolvê-lo para o pai, que havia permanecido em Cuba.

O então presidente Fidel Castro lançou uma campanha internacional para levá-lo de volta a Cuba, dando início a passeatas e protestos em todo o país.

Os exilados cubanos acamparam por meses em frente à casa onde o menino estava na Flórida.

Eles perderam uma batalha legal para que Elián permanecesse nos Estados Unidos com os familiares, que se recusaram a entregá-lo.

Agentes da imigração armados finalmente retiraram Elián da casa e o devolveram ao pai, que o levou de volta a Cuba em 28 de junho de 2000.

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