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27/06/2010 - 10h06 / Atualizada 27/06/2010 - 15h14

Tempestade Alex enfraquece e vira depressão tropical

Por José Cortázar

CANCÚN (Reuters) - A tempestade Alex enfraqueceu neste domingo sobre a Península de Yucatán, no sul do México, e se transformou em depressão tropical. Mas a previsão é de que volte a ganhar força ao chegar ao Golfo do México, disse o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos.

Os ventos máximos sustentados do Alex, o primeiro fenômeno batizado nesta temporada do oceano Atlântico, perderam velocidade até os 55 quilômetros por hora, enquanto provocava fortes chuvas sobre a zona de Calakmul, perto da fronteira do México com a Guatemala.

O Centro, no entanto, disse que a depressão poderia voltar a se tornar tempestade tropical ao passar pelas águas quentes do Golfo do México mais tarde neste domingo.

"Espera-se que Alex retome a intensidade de tempestade tropical nesta noite ou nas primeiras horas de segunda-feira", disse o Centro, sediado em Miami.

O clima ruim provocado pela depressão levou o México a fechar dois de seus principais portos petrolíferos no Golfo, Dos Bocas e Cayo Arcas, embora manteve aberto o de Coatzacoalcos. O México embarca nesses três portos 97 por cento de suas exportações de petróleo.

No sábado, a Guarda Costeira dos Estados Unidos disse que o Alex não representava uma ameaça iminente aos esforços da empresa British Petroleum de limpeza e contenção do óleo que vazou do poço Macondo, no Golfo.

A previsão era de que o Alex emergisse no Golfo do México neste domingo e voltasse a tocar a terra como furacão durante a próxima semana entre Brownsville, no Estado norte-americano do Texas, e Tuxpan de Rodríguez Cano, no México, sem causar danos ao trabalho de limpeza da BP.

O Centro afirmou que as previsões podem variar em relação à rota anunciada.

CANCÚN COM CHUVAS

A petrolífera Shell Oil começou no sábado a retirar funcionários não essenciais de suas plataformas de produção e perfuração no Golfo do México como preparação para a tempestade.

O fenômeno natural provocou fortes chuvas sobre o balneário mexicano de Cancún, no norte da península, que é um importante centro de férias para turistas norte-americanos e europeus, e os fortes ventos arrancaram pequenas árvores. Porém, os visitantes continuavam em bares e restaurantes.

Em Campeche, uma cidade portuária na península, o clima estava nublado, e a proteção civil disse que já estava preparando planos para retirar a população em caso de inundações.

Alex avançava para oeste-noroeste a 19 quilômetros por hora, mas sua velocidade deverá diminuir quando passar sobre o continente.

A tempestade poderá provocar chuvas de entre 10 e 20 centímetros em Belize, sul do México, norte de Guatemala e partes de Honduras. Algumas regiões poderiam ver até 38 centímetros de precipitações, o que poderia causar deslizamentos de terra e inundações.

A temporada de furacões do oceano Atlântico se estende entre 1o de junho e 30 de novembro, e meteorologistas preveem que este ano será bastante ativa.

Os furacões se fortalecem em águas quentes e as temperaturas tropicais da superfície do oceano estão mais elevadas do que o normal neste ano.

(Reportagem adicional de Adrián Virgen, em Campeche; de Tomás Sarmiento, na Cidade do México; e de Gerardo García, em Chetumal)

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