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29/06/2010 - 18h51 / Atualizada 30/06/2010 - 09h04

EUA minimizam caso de espionagem russa; Moscou se irrita

Por Alexei Anishchuk e Andrew Quinn

MOSCOU/WASHINGTON (Reuters) - A Rússia rejeitou nesta terça-feira com indignação a descoberta de uma suposta rede russa de espionagem nos Estados Unidos, enquanto autoridades norte-americanas se apressaram em dizer que o caso não vai afetar a fase de reaproximação entre os dois países.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, disse que os policiais norte-americanos estavam "fora de controle" ao deterem no domingo dez pessoas em quatro cidades do leste dos Estados Unidos sob suspeita de espionagem.

"Espero que todos os ganhos positivos que foram obtidos na nossa relação não sejam danificados pelo fato recente", disse Putin ao ex-presidente norte-americano Bill Clinton, que visitava Moscou.

Um 11o suspeito foi preso nesta terça-feira em Chipre e solto sob fiança, disse a polícia do país mediterrâneo. A chancelaria russa disse que os dez detidos nos EUA são cidadãos russos, e que as acusações são infundadas.

Em Washington, membros do governo disseram que o caso não irá prejudicar o "relançamento" das relações com a Rússia, proposto pelo presidente Barack Obama no início do seu mandato.

"Acho que fizemos um novo começo em trabalhar juntos em coisas como na Organização das Nações Unidas, lidando com a Coreia do Norte e o Irã", disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs. "Não acho que isso irá afetar essas relações."

Gibbs disse que Obama já sabia da investigação quando na semana passada recebeu o presidente russo, Dmitry Medvedev, mas não abordou o assunto.

"A escolha do momento foi particularmente graciosa", disse sarcasticamente o chanceler russo, Sergei Lavrov, a jornalistas durante visita a Israel. A chancelaria russa disse em nota que os EUA parecem tomados por um "espírito da espionagem da Guerra Fria."

A Rússia pediu que diplomatas e advogados tenham acesso aos suspeitos. O Departamento de Justiça disse que todos os procedimentos consulares estavam sendo seguidos.

Os Estados Unidos acusaram 11 pessoas de se infiltrarem no país sob falsas identidades a fim de coletar informações e recrutar informantes. Mas eles não estariam envolvidos na apuração de informações secretas ou sigilosas.

(Reportagem adicional de Dmitry Zhdannikov, Amie Ferris-Rotman, Arshad Mohammed e Jeremy Pelofsky)

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