UOL Notícias Notícias
 
06/07/2010 - 11h11 / Atualizada 06/07/2010 - 11h11

Premiê japonês pode não atingir meta em eleição para Senado

Por Yoko Kubota

TÓQUIO (Reuters) - O Partido Democrático do Japão corre o risco de não cumprir a meta adotada pelo primeiro-ministro Naoto Kan para a eleição de domingo para o Senado, o que pode ameaçar a aprovação de projetos e a própria permanência do premiê no cargo, segundo a imprensa local.

O jornal Sankei afirmou na terça-feira que o PDJ e um pequeno partido coligado dificilmente conquistarão as 56 cadeiras necessárias para formarem maioria no Senado, o que significa que o governo teria de buscar novos aliados.

O partido, que governa o Japão desde o ano passado, não está diretamente ameaçado pela eleição de 11 de julho, já que controla a poderosa Câmara dos Deputados. Mas precisa da maioria no Senado para aprovar seus projetos sem sobressaltos.

Kan, que em junho assumiu o cargo de premiê no lugar do impopular Yukio Hatoyama, fez da reforma fiscal o centro da campanha eleitoral, inclusive com a possibilidade de dobrar a alíquota de um imposto sobre as vendas como forma de controlar uma dívida pública que chega a quase o dobro do PIB.

"Se as finanças estatais desmoronarem, o sistema de bem estar social não vai funcionar", disse Kan a um programa nacional de TV, citando o impacto da crise grega sobre trabalhadores e pensionistas daquele país.

"Para evitar tal situação, eu gostaria de reduzir os gastos, buscar o crescimento econômico e debater os códigos tributários como um todo."

Outros partidos criticam as propostas fiscais de Kan.

Uma pesquisa feita entre 2 e 4 de julho pelo Sankei mostrou que o PDJ deve obter de 48 a 55 das 121 cadeiras em disputa no Senado (metade do total). Outras pesquisas também sugerem que o PDJ elegerá menos de 60 senadores.

Cerca de 20 por cento dos eleitores estão indecisos, e o resultado pode mudar na reta final da campanha, segundo o Sankei.

Kan estabeleceu como meta eleger 54 senadores - que é o número de parlamentares de seu partido que disputam a reeleição neste mês. Se ficar abaixo disso, o primeiro-ministro pode ter dificuldades em atrair o apoio de outros partidos, e ficará vulnerável a um desafio de dentro do próprio PDJ antes do final do atual mandato, em setembro.

(Reportagem adicional de Yoko Nishikawa)

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    1,02
    3,178
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    -0,90
    67.976,80
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host