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08/07/2010 - 08h53 / Atualizada 08/07/2010 - 08h53

Aprovação a Berlusconi está em queda acentuada, mostra pesquisa

Por Philip Pullella

ROMA. (Reuters) - Brigas dentro da coalizão, medidas dolorosas de austeridade fiscal e acusações de corrupção levaram as taxas de aprovação do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, a despencarem, mostrou uma pesquisa nesta quinta-feira.

O levantamento publicado no jornal Corriere della Sera mostrou a taxa de aprovação de Berlusconi em 41 por cento, contra 50 por cento há cerca de seis semanas.

A sondagem, feita pelo grupo de pesquisas ISPO, mostrou que 57 por cento dos entrevistados tem uma opinião negativa sobre a capacidade de Berlusconi governar, contra 48 por cento na última semana de maio.

O levantamento levou a popularidade de Berlusconi para o mesmo nível registrado pelo jornal esquerdista La Repubblica.

A sondagem da ISPO mostrou que a popularidade do magnata da mídia de 73 anos sofre até mesmo entre simpatizantes tradicionais da centro-direita. Nesta categoria, ele perdeu sete pontos percentuais em seis semanas.

Nas últimas semanas, Berlusconi tem enfrentado problemas em várias frentes o que o tornou mais vulnerável do que em qualquer outro momento desde que tomou posse em 2008.

O governo decidiu convocar votos de confiança em ambas as casas do Parlamento para impulsionar um orçamento focado na austeridade de 25 bilhões de euros que, segundo críticos prejudica os trabalhadores e poupa os ricos.

Com cortes drásticos nos recursos de prefeituras e regiões, as medidas de austeridade também dividiram a centro-direita. Parlamentares da coalizão de Berlusconi propuseram 1.250 emendas ao pacote para torná-lo mais palatável a eleitores locais, mas o governo tem se recusado, na maioria dos casos, a fazer mudanças.

O levantamento mais recente apontou que a queda na popularidade do premiê se deve em parte à saga de Aldo Brancher, amigo de Berlusconi recém nomeado por ele "ministro do federalismo". Brancher enfrenta acusações de desfalques financeiros.

O primeiro ato dele foi usar uma nova lei que dá aos ministros o direito de não comparecerem a julgamentos em que são réus, o que gerou suspeitas sobre as razões que levaram à sua nomeação. Brancher renunciou na segunda-feira, 16 dias após assumir.

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