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08/07/2010 - 10h18 / Atualizada 08/07/2010 - 10h21

BP nega que vazamento seja contido antes do prazo previsto

Eric Walsh
Em Washington

A BP afastou na quinta-feira (8) a possibilidade de que o vazamento de petróleo no Golfo do México seja contido antes do prazo previsto, enquanto a disputa entre o governo e as empresas petrolíferas por causa da proibição da prospecção em alto mar chega à Justiça.

A BP manteve a meta de concluir em agosto um poço auxiliar que permitirá sanar o vazamento, que já dura 80 dias. A imprensa havia noticiado que os trabalhos estavam adiantados.

A especulação foi corroborada por uma entrevista de Bob Dudley, executivo da BP, ao Wall Street Journal, na qual ele dizia que o poço poderia ser tampado entre 20 e 27 de julho. "num mundo perfeito sem interrupções".

Uma porta-voz da empresa veio a público dizer que Dudley "citou isso como o melhor cenário possível, se tudo corresse absoluta e soberbamente conforme o plano e não houvesse interrupções, mas a expectativa é de que seja em agosto".

Banqueiros dizem que o presidente-executivo da BP, Tony Hayward, está atualmente à procura de investidores para injetar capital na empresa, que perdeu cerca de metade do seu valor de mercado desde 20 de abril, quando uma plataforma petrolífera explodiu dando início ao vazamento no poço Macondo.

A Temasek Holdings, estatal de investimentos de Cingapura, negou a especulação de que estaria negociando uma participação estratégia na BP. Na quarta-feira, Hayward havia se reunido com representantes do fundo soberano de investimentos de Abu Dhabi.

Nesta quinta-feira, o setor petrolífero deve confrontar o governo dos EUA num tribunal, na tentativa de derrubar definitivamente a moratória de seis meses na prospecção de petróleo em águas profundas do Golfo do México.

O governo Obama determinou essa suspensão enquanto o acidente da BP é investigado, mas o setor obteve uma liminar derrubando a proibição.

Por causa dos interesses comerciais e ambientais envolvidos, a Corte de Recursos dos EUA para o Quinto Circuito, em Nova Orleans, deve se pronunciar rapidamente sobre a validade ou não da moratória, após uma rara exposição oral de uma hora.

(Reportagem adicional de Jeremy Pelofsky em Washington, Martinne Geller em Nova York, Kristen Hays em Houston, Rodrigo Campos em Nova York, Pete Harrison em Bruxelas, Yereth Rosen em Anchorage, Stanley Carvalho em Abu Dhabi e Shaheen Pasha em Dubai; Sakthi Prasad em Bangalore)

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