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11/07/2010 - 12h54 / Atualizada 11/07/2010 - 12h54

Empresários aumentam crítica a agenda de Obama

Por Caren Bohan e Steve Holland

WASHINGTON (Reuters) - Alguns grupos empresariais dos Estados Unidos estão insatisfeitos com políticas regulatórias e orçamentárias do governo de Barack Obama que eles dizem estar custando empregos. Eles acusam o presidente americano de ter uma agenda que atrapalha a recuperação econômica dos EUA.

A crítica aumentou após o ritmo de criação de empregos no setor privado ter esfriado. A Casa Branca respondeu que foi justamente a falta de regulamentação que causou a crise econômica e que o equilíbrio é necessário para proteger os americanos.

A questão pode dar aos republicanos uma arma poderosa nas eleições parlamentares de novembro, nas quais eles pretendem reverter a maioria que os democratas de Obama têm no Congresso norte-americano.

A Câmara de Comércio dos EUA, um grupo de lobby que representa grandes empresas, vai apresentar suas preocupações com as políticas de Obama numa conferência chamada "Empregos para a América" na quarta-feira em Washington. O presidente da Câmara, Tom Donohue, vai publicar uma carta aberta a Obama e ao Congresso que lhes pedirá "ação imediata para retirar a forca de regulamentação colocada nos criadores de empregos da América."

Douglas Holtz-Eakin, um economista que foi o principal assessor do candidato à presidência republicano nas eleições de 2008, John McCain, disse que a agenda de Obama não "oferece nada" para a comunidade empresarial.

"Estamos crescendo muito devagar," disse Holtz Eakin, um ex-diretor do Comitê de Orçamento do Congresso. "Os americanos estão quebrados, o governo precisa recuar. Os únicos lugares de onde pode vir um crescimento mais forte são a comunidade empresarial e as exportações, e é aí onde eles não têm nada".

A assessora de Obama Valerie Jarret, a pessoa de contato na Casa Branca para a comunidade empresarial, disse que a agenda do governo está alimentando o crescimento econômico, e não impedindo.

"Os fatos comprovam que as políticas do presidente Obama foram instrumentais em trazer nossa economia de volta da beira da maior crise desde a Grande Depressão," ela disse à Reuters.

Jarrett disse que quando Obama assumiu o poder em janeiro de 2009, o país perdia aproximadamente 700 mil empregos por mês e o mercado de ações estava em queda livre. "Nós revertemos isso e agora já faz seis meses que o crescimento do emprego é positivo," disse ela.

Em comentários reproduzidos por alguns diretores de empresas conhecidos e por alguns grupos empresariais, Holtz-Eakin disse que as leis de saúde e de controle das emissões de carbono recentemente passadas por Barack Obama são exemplos de excesso de regulamentação. Ele também disse que déficits fiscais muito grandes estão começando a gerar incertezas entre as empresas, que enxergam a possibilidade de impostos mais altos.

Ivan Seidenberg, presidente da operadora de telefonia Verizon Communications, disse num discurso no mês passado que há uma "desconexão" entre Washington e a comunidade empresarial que está atrapalhando o crescimento econômico.

"Do nosso ponto de vista, chegamos a um ponto em que os efeitos negativos das políticas propostas são simplesmente significativos demais para serem ignorados," disse Seidenberg, que é presidente da Business Roundtable.

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