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16/07/2010 - 11h23

Austrália prepara campanha eleitoral dominada pela economia

Por Michael Perry

CANBERRA (Reuters) - A primeira-ministra australiana, Julia Gillard, deve convocar eleições no sábado, aproveitando a recuperação do seu Partido Trabalhista nas pesquisas e o bom momento econômico.

Gillard, primeira mulher a ocupar o cargo, deve determinar a realização do pleito em 28 de agosto, disse a TV local ABC, citando fontes trabalhistas. O governo não confirmou a informação, e na manhã de sexta-feira Gillard desconversou sobre o assunto, alegando que não gostaria de se ver "envolvida em especulações eleitorais."

"Mas, quando quer que a eleição seja convocada, haverá uma claríssima escolha sobre se a Austrália irá avançar ou recuar", acrescentou ela.

Outros veículos também relataram que funcionários trabalhistas foram orientados a montarem comitês neste fim de semana, e que empresas de comunicação têm sido contatadas por publicitários ligados ao partido governista, o que também alimenta os rumores sobre a iminente convocação das eleições.

O mercado financeiro não apresentou nenhuma reação às notícias, e o dólar australiano continuou estável.

Economistas dizem que a eleição não deve mexer nos mercados, já que tanto o Partido Trabalhista quanto a coalizão liberal-nacional, de oposição, são economicamente conservadores. O principal tema da campanha deve ser um novo imposto de 30 por cento sobre a atividade mineradora.

Gillard promete adotar o imposto sobre o uso de recursos se conquistar um novo mandato, o que geraria 10,5 bilhões de dólares australianos a partir de 2012. A oposição é contra o novo imposto, já aceito pelas megamineradoras BHP Billiton, Rio Tinto e Xstrata.

"A coalizão (da oposição) é menos intervencionista", disse Shane Oliver, diretora de estratégia de investimentos da AMP Capital Investors. "Eles vão engavetar o imposto sobre mineração. Embora isso beneficie o setor de materiais, tem implicações sobre a previdência e outros gastos que o imposto iria cobrir."

A robusta economia australiana, que evitou a recessão em 2009 e saiu fortalecida da crise financeira global, será crucial nessa eleição. E Gillard tem dito que buscará um novo mandato com ênfase na criação de empregos.

"A eleição será disputada em grande medida em torno de se você acredita ou não que é importante que o governo apoie os empregos", disse Gillard.

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