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16/07/2010 - 15h30

Venezuela nega acusação da Colômbia e convoca embaixador

Por Frank Jack Daniel

CARACAS (Reuters) - A Venezuela rejeitou as acusações colombianas de que seria tolerante com a presença de rebeldes esquerdistas em seu território, e chamou seu embaixador de Bogotá em protesto.

Após o anúncio da decisão venezuelana, Bogotá pediu uma reunião extraordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir o caso. Segundo comunicado da Presidência colombiana, o encontro deve ocorrer o mais rapidamente possível.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, acusou o seu homólogo colombiano, Álvaro Uribe, de estar tentando impedir uma reaproximação dos dois países, que pode ocorrer com a posse, no mês que vem, do sucessor de Uribe, Juan Manuel Santos.

"Essa é uma tentativa desesperada de minar uma eventual normalização das relações bilaterais", disse o Ministério das Relações Exteriores venezuelano em comunicado, classificando as acusações de Bogotá de "um espetáculo patético".

Desde sua eleição, Santos -- que é aliado de Uribe -- fez várias declarações conciliadoras, ecoadas por Chávez. "Conforme esses passos vão indo adiante, o governo de Uribe decidiu (...) dinamitar a reaproximação", disse o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, a jornalistas ao anunciar a convocação do embaixador do país em Bogotá, para consultas.

A Colômbia diz ter provas das suas acusações de que membros das guerrilhas colombianas Farc e ELN estariam se escondendo no lado venezuelano da fronteira.

Pela TV, Chávez se referiu a Uribe como um "mafioso (...) cheio de ódio". e disse que as acusações são como "um velho disco quebrado".

Maduro disse que o governo vai estudar as "medidas políticas e diplomáticas" contra a "agressão" colombiana.

O governo colombiano sugeriu a procura por mediação internacional. "Por seis anos o governo colombiano manteve um diálogo paciente com o governo venezuelano, e em várias ocasiões demos informações sobre o paradeiro de terroristas. Foi tudo infrutífero", disse a Presidência da Colômbia.

Maduro afirmou que as pistas fornecidas por Bogotá foram seguidas, mas nunca se revelaram corretas.

O governo Chávez teve vários atritos com a vizinha Colômbia nos oito anos do governo de Uribe. A crise mais recente, com rompimento quase completo das relações diplomáticas e comerciais, aconteceu por causa de um novo acordo militar entre EUA e Colômbia, que Chávez viu como uma ameaça à sua soberania.

(Reportagem adicional de Pascal Fletcher)

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