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20/07/2010 - 13h32

Tensões com dívida na zona do euro aliviam após vendas de bônus

Por Padraic Halpin

DUBLIN (Reuters) - A Irlanda vendeu 1,5 bilhão de euros em bônus nesta terça-feira, superando o corte de sua nota de crédito pela Moody's, e Espanha e Grécia encontraram compradores para títulos de curto prazo, evidenciando a recuperação da demanda pela dívida de países periféricos da zona do euro.

Embora os prêmios tenham permanecido altos, os três leilões bem sucedidos mostram alívio das preocupações com uma possível moratória na região e sugere que os testes de estresse a serem publicados na sexta-feira devem ter um resultado razoavelmente bom sobre a saúde financeira dos bancos.

Os juros subiram com força nos países periféricos da zona do euro desde o início da crise de dívida do bloco, e a Grécia e a Irlanda precisaram pagar rendimentos mais altos que os anteriores no leilão desta terça-feira. Os rendimentos dos títulos da dívida espanhóis caíram, porém.

"A coisa principal, como nós vimos na semana passada com a Espanha, é que os países periféricos não têm dificuldade de (conseguir) financiamento nos mercados", disse Oliver Mangan, economista-chefe de bônus da AIB Global Treasury em Dublin.

A Espanha, que vendeu 3 bilhões de euros em bônus governamentais de 15 anos na semana passada, teve poucos problemas para vender 5,97 bilhões de euros em notas de 12 e 18 meses, atingindo o máximo da meta.

Os leilões de dívida na Grécia, em Portugal e na Itália também tiveram sólidas respostas dos investidores na semana passada.

A ministra da Economia espanhola, Elena Salgado, disse que os leilões mostram o retorno de sinais da confiança aos mercados antes da divulgação dos testes de estresse.

Com fontes indicando que os maiores bancos alemães devem passar nos testes, analistas disseram que um resultado positivo na sexta-feira dará algum alívio às necessidades de financiamento de países periféricos da zona do euro.

IRLANDA COMPLETAMENTE FINANCIADA

Ao contrário da Grécia, a Irlanda não enfrenta grandes vencimentos de dívida neste ano, e os leilões com forte demanda por bônus de 2016 e 2020 garantiram que o país cobrirá suas necessidades de recursos até o segundo trimestre de 2011, segundo a agência de dívida irlandesa.

Com 90 por cento dos 20 bilhões de euros de financiamento deste ano, Dublin também está bem posicionada para se pré-financiar para o ano que vem e disse que já pretende garantir 5 bilhões de euros da dívida vincenda em 2011.

O rendimento médio dos bônus irlandeses de 2020 subiu para 5,537 por cento, de 4,688 por cento no último leilão em abril, refletindo comentários feitos na semana passada pelo diretor de dívida da Irlanda de que o spread sobre os bônus alemães é "decepcionantemente alto".

O spread dos bônus irlandeses de 10 anos sobre seu equivalente alemão permaneceu em 284 pontos-básicos após o leilão, enquanto o rendimento dos bônus espahóis de 10 anos sobre os alemães diminuiu levemente, para 165 pontos-básicos, comparado aos 167 pontos-básicos da liquidação de segunda-feira.

O rendimento médio na venda da Espanha caiu no bônus de 12 meses para 2,221 por cento, de 2,303 por cento na venda anterior em 15 de junho, e para 2,331 por cento, de 2,837 por cento na emissão de bônus de 18 meses.

O spread grego equivalente era de 793 pontos-básicos, de 796 pontos-básicos na segunda-feira, após o país passar no segundo teste de dívida desde o acordo com o FMI e a UE em maio, vendendo 1,95 bilhão de euros de notas de 13 semanas.

Portugal buscará vender 1,25 bilhão de euros de notas da dívida de 12 meses na quarta-feira, e a Alemanha emitirá 4 bilhões de euros de novos bônus de 2042 e 1 bilhão de euros de bônus de 2020 ligados à inflação.

(Reportagem adicional de Marie-Louise Gumuchian e Andras Gergely em Dublin, Lefteris Papadimas em Atenas e Nigel Davies em Madri)

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