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26/07/2010 - 11h10

BP prepara troca de CEO; norte-americano deve assumir

Por Tom Bergin

LONDRES (Reuters) - A BP deve nomear nas próximas 24 horas o norte-americano Bob Dudley como seu executivo-chefe, no lugar de Tony Hayward, muito criticado nos últimos meses por sua atuação diante do pior vazamento de petróleo na história dos EUA.

Dudley, conhecido por sua capacidade de "apagar incêndios", já vinha atuando como coordenador das operações de combate ao vazamento em um poço da BP no Golfo do México. Fontes próximas à companhia dizem que a nomeação dele poderia melhorar as relações do governo norte-americano com a empresa britânica.

As ações da BP, que chegou a perder 40 por cento do seu valor de mercado desde o início do vazamento, em 20 de abril, registravam alta de 2,5 por cento em Londres às 7h22 (hora de Brasília), cotadas a 4,0826 libras.

Em nota na segunda-feira -- e ao contrário do que ocorria nas últimas semanas -- a BP admitiu que Hayward deve sair.

"A BP observa a especulação da empresa no fim de semana a respeito de possíveis mudanças na administração (da empresa) e na gestão dos custos do vazamento de petróleo no golfo do México. A BP confirma que nenhuma decisão final foi tomada a respeito desses assuntos", afirmou a empresa.

Fontes disseram que o conselho administrativo da BP, que se reúne em Londres na segunda-feira à noite, discutirá um plano para a saída de Hayward, um geólogo de 53 anos, cujos comentários desastrados expuseram a empresa a duras críticas.

Semanas depois da explosão que originou o vazamento, por exemplo, ele se queixou de que queria "sua vida de volta". Depois, numa audiência parlamentar, foi acusado de se esquivar de suas responsabilidades.

Dudley, que foi criado no Mississippi, será o primeiro não-britânico a se tornar CEO da BP. Ele já dirigiu uma joint-venture da empresa na Rússia, a TNK-BP, mas teve de deixar o país por causa de um atrito entre a BP e seus sócios locais.

Na terça-feira, a BP divulgará seu balanço do segundo trimestre, e a expectativa é de prejuízos colossais por causa do acidente no Golfo. O banco Barclays previu que a cifra negativa será de 13 bilhões de dólares, já que a BP precisa reservar até 25 bilhões de dólares para os custos do vazamento.

Dougie Youngson, analista da Arbuthnot, enviou nota aos seus clientes mantendo a recomendação de venda dos papéis da BP, sob o argumento de que a empresa pode ter gastos de 20 bilhões de dólares neste trimestre por causa do acidente.

"Prevemos, portanto, que a empresa terá um prejuízo da ordem de 15 bilhões de dólares neste trimestre", afirmou.

(Reportagem adicional de Kristen Hays em Houston)

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