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01/08/2010 - 16h34

Dez carros são incendiados em SP após atentado a chefe da Rota


Reuters

Dez veículos foram incendiados na madrugada deste domingo na zona leste da capital paulista, segundo informações do Corpo de Bombeiros. Não há notícia sobre feridos e não houve prisões de suspeitos.

"Todos os postos de bombeiros estão em alerta", disse o soldado Vladimir da Sala de Situação do Corpo de Bombeiros.

Os casos ocorreram nos bairros de Cidade A.E. Carvalho, Vila Carrão, Itaquera, Lajeado, Artur Alvim, Vila Aimoré e Jardim Helena, todos entre 23h de sábado e 3h40 de domingo.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado, no entanto, informa a ocorrência de apenas três incêndios, sendo dois veículos e outro em um pátio de carros apreendidos.

Um deles era um Fiat Linea 2010 roubado, que foi encontrado incendiado por volta 1h38 no bairro de São Miguel Paulista, zona leste. O dono foi localizado e só depois registrou o roubo.

Os incêndios se seguem a um atentado sofrido no sábado pela manhã contra o tenente-coronel Paulo Telhada, comandante da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar).

Ele saía da garagem de casa, com uma caminhonete, na zona norte de São Paulo, quando um carro cinza com dois homens parou e o passageiro atirou contra ele. O comandante se abaixou dentro do carro e não foi atingido pelos tiros, que acertaram o veículo, o muro da casa e um outro carro próximo.

Também na madrugada deste domingo, um homem foi morto a tiros por policiais da Rota após atirar contra o batalhão da corporação. Outro fugiu.

O governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), afirmou nesta tarde que não acredita em ação organizada contra as forças de segurança paulista, como ocorreu em 2006, com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

"Eu não acredito que haja qualquer possibilidade disse... Mesmo que seja possibilidade zero, ou quase zero, eu acho que é obrigação nossa estarmos preparados para qualquer eventualidade. Estamos preparados e não acredito que possa, de qualquer forma, se repetirem os episódios que nós tivemos em 2006", disse o governador em entrevista à rádio Jovem Pan.

Em 2006, ano eleitoral assim como 2010, o PCC, que atua nos presídios do Estado, parou a cidade de São Paulo durante um dia. A facção criminosa foi responsável por atentados que deixaram quase 200 mortos entre funcionários do Estado, como agentes penitenciários e policiais, além de supostos participantes nos ataques.

(Reportagem de Carmen Munari)

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