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02/08/2010 - 19h41

Cubanos fazem planos para abrir pequenos negócios

HAVANA (Reuters) - Alguns cubanos começaram nesta segunda-feira a sonhar com a ideia de montar pequenos negócios, depois que o presidente Raúl Castro anunciou a abertura da economia para a iniciativa privada na ilha, de regime comunista.

No domingo, Castro disse ao Parlamento que permitirá aos cubanos abrirem pequenos negócios, contratar empregados e vender produtos até hoje proibidos.

As medidas têm como objetivo oxigenar a economia socialista, na qual o Estado controla mais de 90 por cento da atividade, e criar empregos para mais de um milhão de funcionários públicos excedentes.

Cercado de liquidificadores, ferros de passar, roupa e ventiladores em sua pequena loja de consertos de eletrodomésticos, no centro de Havana, Yaset Velázquez disse ter sido um dos que aplaudiram o anúncio.

"As medidas de Raúl abrem novas oportunidades", declarou o homem de 25 anos, que estudou para trabalhar como cozinheiro, mas ganha a vida com os consertos.

Velázquez é um dos 150 mil cubanos autorizados atualmente a trabalhar por conta própria. A novidade agora é que poderá também contratar empregados.

"Ainda é complicado. Mas no futuro poderia iniciar meu próprio negócio", afirmou.

Velázquez e outras pessoas consultadas pela Reuters declararam, porém, que querer ver no papel a oferta feita por Raul Castro.

O presidente cubano disse, por exemplo, que os trabalhadores por conta própria terão de pagar imposto de renda sobre as vendas e contribuir com a previdência social. Entretanto, não foram especificadas ainda as quantias a serem tributadas.

FAVORECER A ECONOMIA

O governo cubano autorizou o trabalho por conta própria em meados da década de 1990 por causa da grave crise desencadeada depois do colapso da União Soviética, que ajudava o país.

Mais tarde, porém, voltou a centralizar a economia e não renovou muitas licenças de negócios.

"Com a legislação anterior havia muitas restrições que freavam o desenvolvimento. Agora, me parece mais fácil abrir um negócio por conta própria. Mas tenho algumas inseguranças", explicou Ramón Morejón, um músico de 57 anos.

Morejón pensa, por exemplo, em deixar de lado o violão e começar a fabricar produtos de limpeza.

"Haverá oportunidade? Se as medidas forem aplicadas como se deve, vão dar resultados muito bons porque criarão emprego e isso favorecerá à economia", disse ele.

(Reportagem de Nelson Acosta)

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