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02/08/2010 - 14h10

Incêndios deixam 40 mortos e Rússia declara estado de emergência

Por Sergei Karpukhin

MASLOVKA, Rússia (Reuters) - A Rússia declarou estado de emergência em sete regiões nesta segunda-feira, depois de incêndios florestais terem deixado pelo menos 40 mortos e milhares de desabrigados na pior onda de calor registrada em todos os tempos.

Incêndios descontrolados na Rússia europeia já destruíram casas, florestas e campos após semanas de calor sem precedentes desde o início dos registros, há 130 anos.

A seca em algumas regiões da Rússia, um dos maiores exportadores mundiais de trigo, elevou os preços globais do trigo para o ponto mais alto em 22 meses e levou milhares de agricultores à quase falência.

Autoridades disseram que o número de pessoas que estão combatendo os incêndios foi multiplicado por dez nas proximidades de um centro de pesquisas nucleares em Sarov, na região de Niznhy Novgorod, uma das províncias mais atingidas pelos incêndios, a cerca de 350 quilômetros a leste de Moscou.

Uma porta-voz do Ministério de Situações de Emergência disse à Reuters que quase 700 incêndios florestais estão consumindo uma área de 1.210 quilômetros quadrados.

Moradores da capital Moscou estão usando máscaras para proteger-se da névoa sufocante de fumaça provocada por incêndios em turfeiras, agravados pelo calor.

O presidente Dmitry Medvedev declarou estado de emergências nas regiões de Voronezh, Nizhny Novgorod, Vladimir, Ryazan, Mordovia e Mari El, além da província que cerca a capital, disse o Kremlin em comunicado.

O número de mortos nos incêndios subiu de 28 no domingo para pelo menos 34 na segunda-feira, disse um porta-voz do Ministério das Situações de Emergência, sem dar detalhes sobre a localização ou causas específicas de morte das novas vítimas fatais.

Mais de 180 mil pessoas estão combatendo os incêndios, disse o ministério, e 18 aviões jogaram 3.000 toneladas de água no domingo sobre os incêndios e as áreas ameaçadas.

Bombeiros perto de Maslovka, no sul da província de Voronezh, onde na segunda-feira a temperatura chegou a 44 graus Celsius, saudaram um momento sem os ventos fortes que vêm atiçando as chamas.

A agência de notícias Interfax citou um representante do Ministério de Emergências como tendo dito que as autoridades elevaram dramaticamente o contingente de pessoas que combatem os incêndios perto de um centro nuclear em Sarov, na região de Nizhny Novgorod.

O centro nuclear, hoje utilizado para pesquisas, foi nos tempos soviéticos um local de segredo máximo conhecido pelo codinome Arzamas-16, onde foram projetadas as primeiras bombas atômicas e de hidrogênio soviéticas.

Depois de uma calmaria no fim de semana, a capital voltou a ser recoberta por uma nuvem de fumaça. A concentração de poluentes, que vem suscitando preocupações de saúde, está um pouco inferior ao pico absoluto do verão registrado na semana passada, disse um especialista em monitoramento de ar.

De acordo com a agência governamental Mosekomonitoring, que monitora a poluição do ar, a poluição subiu para dez vezes a média na quarta-feira passada, o pior nível deste verão, mas abaixo do recorde atingido durante incêndios florestais em 2002.

A previsão é que a onda de calor na Rússia dure pelo menos até o final de semana.

(Reportagem adicional de Ludmila Danilova)

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