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03/08/2010 - 14h30

BP começa a "sufocar" poço danificado no Golfo do México

Por Kristen Hays

HOUSTON (Reuters) - A BP começou nesta terça-feira a operação de "morte estática" do poço Macondo, no golfo do México, na primeira das duas etapas para a interrupção definitiva do pior vazamento marítimo de petróleo da história.

A operação consiste em injetar lama pesada e, posteriormente, cimento no poço, que já havia sido provisoriamente tampado em meados de julho. Técnicos dizem que o Macondo levará de 33 a 61 horas para ser sufocado.

"A meta desses procedimentos é concretizar a estratégia de matar e isolar o poço, e vai complementar a iminente operação do poço auxiliar", informou a BP.

Esse poço auxiliar, que completará a vedação permanente do Macondo, deve ser concluído até o final de agosto, dependendo das condições climáticas.

A magnitude do vazamento, que começou após a explosão de uma plataforma petrolífera em 20 de abril, ficou plenamente clara na segunda-feira, quando cientistas do governo divulgaram cifras revisadas segundo as quais quase 5 milhões de barris (cerca de 795 milhões de litros) de petróleo jorraram no mar até que o vazamento fosse interrompido, em 15 de julho.

Assim, o acidente superou o vazamento do poço Ixtoc, na baía de Campeche (México), estimado em quase 3 milhões de barris (478 milhões de litros).

O almirante da reserva da Guarda Costeira, Thad Allen, principal autoridade dos EUA envolvida na operação, disse que os engenheiros conseguiram conter um vazamento hidráulico descoberto na segunda-feira na tampa do poço, o que poderia atrapalhar o bombeamento de lama e, depois, de cimento pela parte superior.

Allen disse que os engenheiros estão sendo cuidadosos para não danificar a estrutura já fraca do poço e evitar novos vazamentos. "Não sabemos a condição exata do poço", afirmou Allen. "Essa coisa não estará realmente lacrada até que esses poços auxiliares estejam prontos."

O vazamento, que já vinha sendo considerado o pior na história dos Estados Unidos, causou graves prejuízos econômicos e ambientais na costa sul norte-americana, afetando principalmente os setores de pesca e turismo, e gerando inúmeras ações judiciais contra a BP.

A empresa diz que indenizará queixas legítimas e limpará praias e pântanos atingidos pelo óleo.

(Reportagem adicional de Tom Bergin, em Londres; de Ekaterina Golubkova, em Moscou; e de Rodrigo Campos, em Nova York)

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