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04/08/2010 - 12h22

Atrasos em aeroportos do país diminuem; Gol ainda lidera

SÃO PAULO (Reuters) - O número de voos atrasados nos principais aeroportos do país diminuiu nesta quarta-feira, comparado com as dificuldades enfrentadas pelos passageiros nos últimos dois dias, quando um problema na escala de funcionários da Gol provocou cancelamentos e demoras na decolagem.

A companhia aérea, no entanto, ainda era a que mais registrava atrasos nesta terça-feira, com ao menos 51 voos atrasados em mais de meia hora até às 11h desta terça, segundo informações da Infraero. No total, ao menos 109 atrasos de todas as companhias foram registrados pela estatal que administra os aeroportos do país.

A Gol também havia cancelado 11 voos, todos em rotas domésticas. Principal concorrente da Gol no mercado brasileiro, a TAM havia cancelado sete voos e atrasado 19.

Segundo a Infraero, 11,8 por cento das partidas domésticas haviam registrado atrasos e 8,2 por cento das internacionais.

Na terça-feira, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou que vai acompanhar o planejamento de escala de funcionários da Gol e anunciou que a companhia aérea irá retomar o sistema de escala anterior.

A Gol apresentou ainda um plano de ação ao órgão regulador, que inclui o uso de cinco aeronaves Boeing 767 para aumentar a capacidade de acomodação de passageiros e a apresentação de relatórios semanais à entidade sobre a quantidade de horas voadas pelos tripulantes.

Na terça-feira as ações da Gol caíram mais de 5 por cento devido aos atrasos em seus voos e, nesta quarta-feira, recuperavam parte das perdas da véspera e subiam mais de 1 por cento no final da manhã.

A divulgação no final da terça-feira pela empresa de alta de 12,2 por cento no seu tráfego aéreo em julho ante mesmo mês de 2009 agradou os investidores.

"Embora esses números sejam positivos para a Gol, esperamos que o fluxo de notícias para a companhia siga negativo nos próximos dias, pois as operações só devem voltar a níveis normais no início da próxima semana", disseram os analistas Renata Faber e Fernando Abdalla, do Itaú Securities, em relatório.

Os analistas afirmaram ainda que os investidores mostram preocupação com a possibilidade de uma greve dos trabalhadores da empresa, que poderia ocorrer no dia 13, embora considerem uma paralisação "improvável".

A Gol disse, por meio de sua assessoria de imprensa na terça-feira, não ter conhecimento da possibilidade de greve, apoiada pelo Sindicato Nacional dos Aeroviários.

(Por Eduardo Simões; Reportagem adicional de Paula Laier)

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