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04/08/2010 - 09h30

BP diz ter alcançado "marco" para manter poço fechado

Por Tom Bergin e Tabassum Zakaria

LONDRES/WASHINGTON (Reuters) - A empresa petrolífera BP afirmou ter alcançado "um marco importante" na quarta-feira em seus esforços para fechar permanentemente o poço que vem vazando, antes da divulgação de um relatório do governo dos EUA que mostrará que a maior parte do petróleo vazado já desapareceu.

O pior vazamento marítimo acidental de petróleo no mundo provocou um desastre ambiental e abalou a presidência de Barack Obama. Além disso, eliminou bilhões de dólares do valor de uma das maiores petrolíferas do mundo e custou ao executivo-chefe da BP, Tony Hayward, seu emprego.

Mas a BP, sediada em Londres, disse que a argila pesada injetada na terça-feira no poço no Golfo do México para bloquear a saída de óleo está controlando a pressão do poço.

O passo seguinte na chamada operação "static kill" (eliminação estática) será injetar cimento por cima da argila, para atuar como selador, mas a BP disse que é necessário monitorar o poço para ver se antes disso é necessário injetar mais argila.

"O poço MC252 parece ter atingido uma condição estática -- um marco importante", disse a empresa em comunicado à imprensa.

Hayward e seu sucessor indicado, Bob Dudley, devem viajar à Rússia nesta quarta-feira. Um quarto da produção da BP vem desse país, de onde Dudley fugiu em 2008 após uma disputa com sócios de uma joint venture no país.

Mas é possível que sua atenção esteja voltada aos acontecimentos a muitos quilômetros de distância, no momento em que chegam ao clímax os esforços para fechar permanentemente o vazamento em águas profundas que foi bloqueado temporariamente em meados de julho.

Em uma prévia de um relatório do governo sobre o andamento das operações de limpeza -- o relatório deve ser divulgado ainda nesta quarta-feira --, a principal assessora energética de Obama pareceu indicar que a escala do problema que ainda resta a resolver pode não ser tão grande quanto alguns temiam.

"A boa notícia é que a imensa maioria do óleo parece ter desaparecido", disse Carol Browner no programa "Good Morning America", da rede ABC.

DESASTRE RECORDE

Um artigo do New York Times disse que o relatório vai mostrar que três quartos do óleo vazado já evaporaram, dispersaram, foram captados ou eliminados.

A magnitude total do vazamento, desencadeado em abril por uma explosão em uma plataforma do poço Macondo, pertencente à BP, ficou clara esta semana quando cientistas divulgaram cifras revistas mostrando que quase 5 milhões de barris de petróleo vazaram antes de o poço ser fechado temporariamente, em 15 de julho,

Com isso, o vazamento se tornou o maior derrame marítimo acidental de óleo no mundo, superando a explosão de 1979 no poço Ixtoc na baía de Campeche, no México, que despejou quase 3 milhões de barris de petróleo no mar.

O vazamento prejudicou gravemente a subsistência de pescadores e operadores de turismo e desencadeou uma enxurrada de ações legais contra a BP com pedidos de indenização. A empresa já declarou que pagará todos os pedidos legítimos e fará a limpeza das praias e áreas pantanosas poluídas.

A "static kill" faz parte de uma estratégia em duas partes que visa selar o poço de Macondo definitivamente ainda este mês, por meio de um outro poço que ainda está sendo perfurado.

Apesar do avanço e das declarações de Browner, as novas estimativas sobre o volume de óleo vazado podem representar má notícia para a BP, que também enfrenta uma investigação de reguladores dos EUA para definir se funcionários seus lucraram ilegalmente com o desastre nas bolsas de valores.

(Reportagem adicional de Ekaterina Golubkova em Moscou, Rodrigo Campos em Nova York)

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