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04/08/2010 - 14h11

Obama antevê fim da "longa batalha" contra vazamento

Por Deborah Zabarenko e Caren Bohan

WASHINGTON (Reuters) - A empresa BP disse nesta quarta-feira que está prestes a dominar o vazamento de petróleo no golfo do México, e a Casa Branca celebrou o "começo do fim" dos seus esforços para conter o pior vazamento na história dos Estados Unidos.

Após meses de reveses nos seus esforços para interromper permanentemente o jorro de petróleo no leito marinho, a BP disse que a lama injetada nesta terça-feira está "sufocando" o poço Macondo.

Animada, a empresa já fala em pular a próxima etapa --injetar cimento--, guardando isso para depois que um poço auxiliar terminar de ser escavado, ainda neste mês.

A gigante energética britânica, que perdeu cerca de 40 por cento do seu valor de mercado e teve a imagem muito abalada por causa do incidente, disse ter alcançado um "marco significativo."

"A longa batalha para parar o vazamento e conter o óleo está finalmente chegando ao fim", disse o presidente Barack Obama, cuja aprovação popular também foi abalada pelo episódio.

O vazamento a 1.600 metros de profundidade começou em 20 de abril, quando a plataforma Deepwater Horizon explodiu e afundou, matando 11 funcionários. O petróleo jorrou então ininterruptamente por quase três meses, até um tampamento provisório em 15 de julho.

A operação ora em andamento, chamada de "morte estática", consiste em duas etapas. O poço auxiliar é considerado a solução definitiva, pois interceptará o poço Macondo abaixo da parte danificada, tampando o reservatório de petróleo a 4.000 metros de profundidade abaixo do leito marinho.

CADÊ O PETRÓLEO?

Enquanto a BP anuncia o sucesso da operação, cientistas do governo disseram que cerca de metade do óleo que vazou foi capturada, queimada, recolhida ou evaporada, e que outro quarto se dispersou naturalmente ou sob a ação de substâncias químicas.

O restante está na superfície ou logo abaixo - na forma de "um brilho leve ou de bolas de piche" -, foi dar à praia ou acabou enterrado sob a areia e sedimentos no fundo do mar.

O acidente causou graves prejuízos ambientais e econômicos na costa sul dos Estados Unidos.

Jane Lubchenco, diretora da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, disse que o óleo remanescente é "desprezível", mas admitiu que o material disperso, mesmo em partículas microscópicas, continua sendo altamente tóxico para as criaturas marinhas.

"Continuamos preocupados com os impactos de longo prazo nos manguezais e na vida selvagem, mas também sob a superfície, e estamos ativamente estudando isso", afirmou ela.

"A quantidade total de óleo foi imensa, e o impacto deve ser considerável, embora a Mãe Natureza esteja ajudando o esforço federal."

(Reportagem adicional de Rodrigo Campos e Matthew Lynley, em Nova York; de Tom Bergin, em Londres; de Matt Spetalnick, Jeff Mason, Alister Bull e Alina Selyukh, em Washington; e de Kristen Hays, em Houston)

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